A Câmara escolhe na quarta-feira, por eleição secreta no plenário, o substituto do deputado Edmar Moreira (DEM-MG), que renunciou ao cargo de segundo vice-presidente da Casa e, por consequência, à função de corregedor da Câmara.

Edmar desistiu dos cargos em meio a suspeitas de omissão em sua declaração de bens de um castelo em Minas Gerais, com valor estimado entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões, e dúvidas sobre o uso de verba indenizatória. Contra o parlamentar ainda há uma denúncia do Ministério Público (MP) por apropriação indevida de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recolhidas por funcionários de sua empresa de segurança.

Antes da escolha, no entanto, os deputados deverão votar nesta terça um projeto criando a corregedoria da Casa, retirando a função do segundo vice-presidente. "Há a intenção de desvincular [a função]. Está na pauta de amanhã", afirmou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

O cargo a ser criado deverá ser preenchido pelo DEM, como adiantou Temer, a quem caberá nomear o corregedor. "Como o corregedor era o segundo vice, muito natural que seja ocupada por um deputado do DEM", disse. Essa disposição de Temer deve diminuir a resistência do partido à retirada da função da segunda vice-presidência.

Para o cargo, os mais cotados no DEM são os deputados Vic Pires Franco (DEM-PA) e o deputado Roberto Magalhães (DEM-PE). "Evidentemente que, se o partido me procurar e disser que é importante, não poderei dizer não", afirmou Magalhães, que em um primeiro momento não aceitou disputar a indicação do partido.

Pires Franco foi o nome indicado pelo partido, mas perdeu a eleição no plenário para Edmar Moreira. Com a criação da corregedoria, os dois deputados poderão ser contemplados.


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