Câmara e Senado restringem verba para passagens aéreas

BRASÍLIA (Reuters) - A Mesa Diretora da Câmara e a Comissão Diretora do Senado decidiram nesta quinta-feira diminuir e restringir o uso de verba para a compra de passagens aéreas pelos parlamentares. (lide diferente) As medidas foram tomadas em meio a uma onda de denúncias sobre a má utilização desses benefícios e a contratação de funcionários que não comparecem ao trabalho.

Reuters |

A Comissão Diretora do Senado acertou que as despesas com bilhetes aéreos no Senado sofrerão corte de 25 por cento. As despesas da Casa cairão de 1,3 milhão de reais para 975 mil reais por mês.

O uso dos cinco bilhetes mensais ficará restrito ao senador, seu cônjuge e filhos ou por assessor por ele indicado no exercício de função parlamentar.

Outra regra anunciada por Fortes, versa sobre o uso de verba indenizatória. Os senadores agora ficam impedidos de apresentar notas fiscais de empresas próprias ou de familiares para justificarem gastos da verba e eles deverão disponibilizar a prestação de contas da verba pela Internet.

Mais cedo, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu reduzir em 20 por cento o crédito referente às passagens aéreas. Até agora, cada deputado tinha direito a um crédito mensal que variava de 4.253,91 reais a 16.938,44 reais, dependendo da distância entre seu Estado de origem e Brasília.

O colegiado também restringiu o uso do crédito aos deputados, seus cônjuges, dependentes legais e à atividade parlamentar. Os deputados não detalharam, no entanto, o que será considerado "atividade parlamentar".

A Mesa Diretora da Casa também decidiu instalar pontos eletrônicos para controlar as atividades dos servidores da Casa.

"Já mandei fazer um estudo para a implantação do ponto eletrônico com identificação digital para todos os servidores", disse o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

Temer colocará ainda em votação proposta da Mesa para alterar os horários de trabalho no plenário da Casa. A sessão plenária ordinária deve passar a ser de 12h às 19h. Atualmente, ela começa às 14 horas.

(Reportagem de Fernando Exman e Ana Paula Paiva)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG