A Câmara dos Deputados encerrou a votação para o presidente da casa. Serão apurados os resulatdos. Participam da disputa os deputados Michel Temer (PMDB-SP), Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI). A sessão teve início por volta das 10h20.

Assista à votação na Câmara

Dos 513 deputados, 503 registraram presença no plenário. Até o momento, cerca de 440 deputados já votaram nas nove urnas eletrônicas que foram instaladas no local.

Apesar de haver uma indicação oficial dos partidos para o preenchimento do demais cargos da Mesa segundo a representatividade na Casa, por tradição são aceitas candidaturas avulsas. São sete cargos titulares e mais quatro postos de suplência.

Vence em primeiro turno o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, sendo que os votos são secretos.

O favorito na disputa pela presidência é o deputado Michel Temer (PMDB-SP). Em seu discurso, ele enfatizou a necessidade de trazer a Casa para junto da sociedade. Para isso, ele garantiu que vai transformar a Câmara num "centro de debates dos grandes temas nacionais". "Vamos estabelecer um calendário Legislativo, não haverá tema polêmico que não entre no plenário", afirmou Temer, em seu discurso.

Ele também saudou seus adversários, Aldo Rebelo e Ciro Nogueira, dizendo que está disputa não conta com deputados de lados diferentes, mas que "todos estão do mesmo lado".

Temer destacou a "animação democrática" que é vista na Câmara em função da disputa pela presidência da Casa e disse que ela deve ser vir de exemplo para as disputas políticas nos Estados e municípios.

Ele disse que, se eleito, vai ampliar a participação dos deputados na TV Câmara, para que a população possa ver que "muitas vezes os deputados no fim de semana trabalham mais" que nos dias semana.

Ciro Nogueira questiona deputados

Ciro Nogueira (PP-PI) disse que eleger Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara seria transformar o comando da Casa num "diretório de partido". Não obstante ele alegou que as forças por trás de Temer tentaram mudar o horário da eleição para benefício do peemedebista. "Lembrem-se disso na hora de votar, se querem ser somente marionetes".

No discurso, Ciro criticou o excesso de medidas provisórias, disse que vai dar acesso a todos os parlamentares no que diz respeito à relatoria de projetos importantes e, como Temer, defendeu um melhor uso da estrutura de comunicação da Câmara para dar mais visibilidade aos deputados.

Ciro ainda alegou que vai ser contrário à fisiologismos e não vai indicar nenhum cargo no Executivo, como é a praxe dos presidentes da Câmara. Segundo ele, essa troca é um dos motivos da submissão do Legislativo frente ao Executivo.

Aldo diz que vitória do PMDB não é saudável

Aldo Rebelo (PC do B-SP) fez duras criticas à possibilidade do PMDB se sagrar vencedor nas disputas pela Câmara, como Michel Temer (PMDB-SP) e no Senado com José Sarney (PMDB-AP). De acordo com ele, tal situação não seria saudável para a democracia e fortaleceria demais um único partido.

"Mas não posso querer o monopólio de um único partido na Casa da pluralidade. Onde deve prevalecer o equilibrio", disse.

Ele também fez ponderações sobre o resultado do pleito no Congresso para as eleições de 2010. Segundo ele, há a ideia de que com a eleição do PMDB nas duas Casas, o apoio da sigla seria garantido à ministra Dilma Rousseff, que deve concorrer com governador de São Paulo, José Serra.

"Hoje, o apoio da Dilma dependerá de Temer. Amanhã vai depender de uma lista infindável de reivindicações e de espaços, que vão ter de ser cedidos para a grandeza de um único partido".

Deputados passam mal

O deputado Carlos Wilson (PT-PE) foi socorrido pela serviço médico da Câmara por volta das 13h. Ele, que sofre com problemas de saúde, chegou no plenário da Casa com o auxilio de uma cadeira de rodas. Após conversar com colegas ele teria sofrido convulsões e encaminhado para o atendimento.

Além dele, a deputada Nice Lobão (DEM-MA), também passou mal em plenário. Ela foi atendida pelo serviço médico e retornou à sessão.

PSOL entra com mandado de segurança

O PSOL entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança reclamando cargo na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O partido alega que é a única legenda, atualmente, de minoria e oposição ao governo.

O pedido do PSOL no STF não interfere na votação, a não ser que o Supremo anuncie alguma decisão capaz de interromper o processo em andamento no plenário.

* Com informações da Agência Estado e reportagem de Severino Motta

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