Câmara do Rio decide instaurar CPI da Cidade da Música

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro vai instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as supostas fraudes nos contratos realizados entre a prefeitura da cidade e as empresas que prestaram serviços na construção e venda de equipamentos para a Cidade da Música, maior complexo de salas de concerto da capital fluminense. Esta será a segunda CPI sobre a construção.

Agência Estado |

A primeira, terminada ano passado, foi finalizada com três relatórios distintos e sem um documento final.

Ontem, a vereadora Clarissa Garotinho (PMDB) conseguiu 20 assinaturas para a criação da CPI. "A montanha de recursos públicos usada na obra já vem sendo questionada há anos, mas os membros da CPI antiga não chegaram a nenhuma conclusão. Em relatórios passados já havia indícios de irregularidades e falhas na construção. Os fatos novos justificam uma nova CPI, até porque a sociedade continua esperando uma resposta", afirmou.

Os novos fatos citados pela vereadora são fruto de uma auditoria iniciada em janeiro por ordem do prefeito Eduardo Paes (PMDB). Nos primeiros dias de mandato ele suspendeu as obras até que a auditoria fosse concluída. O relatório preliminar apontou que há indícios de superfaturamento de R$ 1,3 milhão na compra de pelo menos oito dos 776 itens especiais (equipamentos de som). A construção, que começou em 2004, já custou mais de R$ 500 milhões aos cofres públicos.

Quando a Cidade da Música foi inaugurada, das 28 salas do projeto, apenas uma, a principal, estava pronta. A inauguração aconteceu cinco dias antes de o então prefeito Cesar Maia (DEM) deixar o cargo. Segundo a auditoria, que terá prazo prorrogado por mais 120 dias, serão necessários mais R$ 150 milhões e pelo menos oito meses para a conclusão da obra.

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