O presidente interino da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cabo Patrício (PT), decidiu antecipar o fim do recesso parlamentar para a próxima segunda-feira. Oficialmente, o recesso da Casa - abalada pelo esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM - terminaria no dia 1º de fevereiro.

Desde o último dia 11, alguns deputados já haviam voltado à atividade para atuar na CPI da Corrupção, encarregada de apurar as denúncias de corrupção, e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), incumbida de analisar a legalidade de três pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (ex-DEM), principal acusado de irregularidades. O plenário da Casa, porém, não voltou a realizar sessões.

José Roberto Arruda é apontado, em inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, como chefe do esquema de corrupção que arrecadava propinas entre empresas contratadas pelo governo e supostamente distribuía o dinheiro a deputados distritais, secretários do governo, ao próprio governador e ao vice, Paulo Octávio (DEM).

No ato oficial que requer a autoconvocação da Câmara, Cabo Patrício alega, como de "interesse público relevante", a leitura e oficialização dos mandados judiciais que afastaram do cargo o presidente da Câmara, Leonardo Prudente (sem partido), e 10 deputados distritais citados no inquérito como beneficiários do esquema. Prudente foi notificado ontem pela Justiça, e Cabo Patrício, da oposição, assumiu a presidência da Câmara interinamente.

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