BRASÍLIA - Por falta de consenso entre os componentes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, a proposta de equipar os salários dos deputados aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi retirada da pauta, por hora.

A ideia era suspender o repasse da verba indenizatória, no valor de R$ 15 mil mensais, e aumentar os proventos dos deputados de R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil. 

O primeiro-secretário da Casa, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), chegou a apresentar um estudo apontando para uma economia de gastos com a substituição. Porém, o impacto sobre os poderes legislativos estaduais e municipais e a expectativa de perder R$ 7 mil mensais tornaram-se entrave à proposta.

O debate sobre o tema ganhou força depois de suspeitas de que o deputado Edmar Moreira (Sem partido-MG) teria usado o dinheiro da verba indenizatória em empresas de segurança de sua propriedade. Um dos argumentos para a mudança seria aumentar a transparência no gasto do dinheiro destinado a despensas como manutenção de escritório político, gasolina e envio de correspondência.

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