Câmara de SP aprova reajuste de 15% para professores

Ao prometer não se opor à derrubada de vetos do Poder Executivo que serão votados na sessão de hoje, a base governista da gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na Câmara Municipal, conseguiu ontem homologar o projeto que concede 15% de aumento aos professores da rede municipal de ensino. Por 36 votos favoráveis e 10 contrários, foram derrubadas as emendas do PT, que impediam a lei de seguir para a sanção final do prefeito.

Agência Estado |

Com o novo acordo entre os líderes das bancadas, também foi votado em primeira discussão o Plano de Cargos e Salários para o funcionalismo da Saúde, com reajustes salariais que variam de 25% a 40%. Os dois projetos beneficiam cerca de 50 mil profissionais e são considerados fundamentais para Kassab, candidato à reeleição, ter sua imagem bem avaliada dentro do quadro dos servidores, um tradicional reduto petista.

Diante da necessidade de o prefeito aprovar os projetos até o dia 7 de abril, conforme determina a legislação eleitoral para a concessão de aumentos, nas últimas duas semanas parte do “Centrão” e da própria base governista tem forçado o governo a negociar a aprovação de projetos pessoais dos parlamentares. Para receber o aval ao aumento dos professores em segunda discussão, na semana passada, as bancadas exigiram como contrapartida a aprovação de um projeto para cada um dos 55 vereadores da casa.

Agora, antes de votarem o aumento da Saúde em segunda discussão, os parlamentares fizeram uma nova exigência ao Executivo: cada vereador poderá escolher um projeto vetado pelo prefeito Kassab para ser colocado em votação na sessão de hoje da Câmara. Quando um veto é derrubado, o projeto vira lei e segue para a regulamentação do Executivo. Hoje, mais de 2 mil leis aprovadas pelo Legislativo ainda esperam por regulamentação. Independentemente de sua viabilidade, porém, os projetos aprovados costumam ser usados como “bandeiras” nas campanhas eleitorais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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