Câmara de São Paulo vai apurar acordos da Prefeitura na Saúde

SÃO PAULO - A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal criou, na quarta-feira, uma subcomissão temporária para investigar os contratos feitos pela Prefeitura de São Paulo com 5 das 11 empresas fornecedoras de remédios e materiais hospitalares que estão na mira da Operação Parasitas. Deflagrada há uma semana, após 11 meses de investigação, a Operação Parasita levou para a prisão cinco empresários suspeitos de faturar R$ 100 milhões com fraudes na área de saúde nos últimos dois anos.

Agência Estado |

A suposta organização criminosa seria dividida em duas células - uma tinha influência sobre contratos firmados com hospitais públicos da capital e da Grande São Paulo e outra atuava sobre prefeituras do interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Na Prefeitura de São Paulo, as cinco investigadas tiveram ao todo R$ 10,6 milhões empenhados (dinheiro reservado no Orçamento) desde o início da gestão, em 2005. Os contratos foram assinados tanto por Gilberto Kassab (DEM) como pelo ex-prefeito - hoje governador - José Serra (PSDB). As empresas que fornecem materiais e medicamentos para órgãos da prefeitura são a Embramed, a Home Care Medical, a Halex Istar, a Biodinâmica e a Velox Produtos de Saúde.

A subcomissão da Câmara terá como presidente o vereador Roberto Tripoli (PV) e como relator Paulo Fiorilo (PT). O grupo, composto por seis parlamentares, vai analisar todos os contratos feitos pelas empresas com a Prefeitura e suas autarquias, identificar quem foram os responsáveis pelas contratações e se os serviços foram mesmo prestados. A subcomissão, que funcionará por 30 dias, vai analisar os papéis e, em uma segunda etapa, deve chamar os responsáveis pelos contratos para prestar esclarecimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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