Câmara de São Paulo revoga título de cidadão paulistano concedido a Abdelmassih

SÃO PAULO - A Câmara Municipal de São Paulo decidiu revogar o título de cidadão paulistano concedido a Roger Abdelmassih em 2002. O médico é acusado de abusar sexualmente de 56 pacientes. O requerimento passou por aprovação simbólica, sem manifestação nominal dos vereadores, e passa a valer uma vez publicado no diário oficial.

Redação |

O médico está preso na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, desde o dia 25/08. O especialista em reprodução assistida estava detido no 40º Distrito Policial (DP), na Vila Santa Maria, na zona norte da capital paulista, desde o último dia 17, quando foi preso.

Pedido de liberdade

A defesa do médico ingressou na segunda-feira (01/09) com pedido de reconsideração da ordem de prisão expedida em 17 de agosto pela 16ª Vara Criminal de São Paulo. O pedido é subscrito pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça (2003 a 2007), mais novo integrante da banca de defesa de Abdelmassih.

AE

Abdelmassih ao ser transferido na semana passada para Tremembé

O advogado José Luís Oliveira Lima assina com Thomaz Bastos a petição, entregue na segunda-feira, em mãos, à juíza Kenarik Boujikian Felippe, titular da 16ª Vara. "Ratificamos os argumentos apresentados nos habeas corpus e anexamos a decisão do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)", assinalou.

Dias após a prisão, conselheiros do órgão suspenderam temporariamente o registro profissional. "Se um dos argumentos do Ministério Público (MP) para pedir a prisão era o fato de ele continuar clinicando, com a decisão do Cremesp isso cai por terra", disse Oliveira Lima.

Os advogados já ingressaram com três pedidos de habeas corpus - no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) -, e todos eles tiveram a liminar negada. O decreto de prisão foi expedido pelo juiz Bruno Paes Stranforini - Kenarik estava em férias. Há um ano ela havia rejeitado a primeira acusação contra o médico, sob o argumento de que o MP não tem poder para investigar.

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