Câmara de MG quer certificar firma para evitar nota fria

Após denúncias de que deputados estavam apresentando notas frias para o resgate da chamada verba indenizatória, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), assinou ontem um convênio com a Auditoria Geral do Estado para certificar empresas que fornecem aos parlamentares serviços reembolsáveis. Em Minas, os deputados estaduais têm direito a até R$ 20 mil por mês para gastar com atividades relativas ao mandato.

Agência Estado |

Pelo menos 13 deputados são suspeitos de envolvimento na apresentação de notas frias de empresas de fachada para justificar os gastos.

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um procedimento para investigar as denúncias feitas pelo jornal Estado de Minas. O procurador-geral de Justiça, Alceu Torres Marques, disse hoje, em Ouro Preto, no interior do Estado, que já foi encaminhado ao Legislativo um ofício requisitando informações e documentos.

"A Assembleia atenderá o Ministério Público em tudo que for preciso para que os fatos sejam apurados à exaustão", afirmou Coelho. Segundo a Assembleia, o convênio prevê a certificação dos fornecedores das áreas de divulgação da atividade parlamentar, de consultoria, assessoria e pesquisa e de locação e fretamento de veículos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG