Câmara aprova reforma eleitoral e mantém Internet livre

Menos de duas horas após terem recebido do Senado a minirreforma eleitoral, os deputados aprovaram ontem à noite o projeto com a liberação da cobertura das campanhas pela Internet. Foi a única inovação feita pelos senadores aceita pelos deputados.

Agência Estado |

A nova lei precisa ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no "Diário Oficial" até o dia 2 de outubro para valer para as eleições de 2010.

Tal como no Senado, a Câmara manteve restrições para os debates nas web TV, como a TV Estadão, onde será obrigatória a participação de todos os candidatos às eleições majoritárias com representante na Câmara. Os deputados derrubaram a proposta dos senadores que permitia a realização dos debates com a participação de dois terços dos candidatos, que tivessem pelo menos dez deputados federais.

Os tucanos foram os únicos que ficaram contra a votação da reforma ontem à noite. Alegaram que a votação foi feita de afogadilho e que ninguém analisou as mudanças propostas pelos senadores. "A Câmara está dando um chega para lá no Senado. Nem leram as emendas feitas pelos senadores e já as rejeitaram. Só aprovaram as novas regras para a Internet. É uma legislação picuinha", reclamou o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

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