Levantamento de 2007 do Ministério da Saúde mostra que, nos últimos dois anos, as internações de idosos em hospitais públicos de São Paulo cresceram 12%, saindo de 8.386 para 9.

400, na maioria motivados por quedas em calçadas. A capital paulista tem 34 mil quilômetros de calçadas - quase o dobro da distância até o Japão -, com sérios problemas de conservação e padronização, já que o calçamento muda abruptamente da frente de um imóvel para a de outro.

Quedas provocadas pela má qualidade do calçamento atingem principalmente as mulheres mais idosas que, segundo especialistas, as maiores vítimas. "Jovens conseguem minimizar mais facilmente as quedas. Mas, quando ocorrem com idosos, podem levar a conseqüências graves e até à morte", alerta o médico Cláudio Santili, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot).

Estudo do Instituto de Ortopedia da Faculdade de Medicina da USP revela que, em um mês, o Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas atendeu 548 acidentes de trânsito com vítimas, a maioria (242) com pedestres. E as quedas (122) superaram os atropelamentos (116).

"As quedas em calçadas quebradas continuam sendo as principais causas de acidentes com pedestres", diz a professora Julia Maria D'Andréa Greve, do Instituto de Ortopedia. "Até porque, apesar do programa municipal de recuperação, pouco foi arrumado de fato." Até julho, a Prefeitura de São Paulo recuperou 315 quilômetros de calçamentos públicos e privados e até dezembro a meta é chegar a 450 quilômetros. Mas, por lei, os donos dos imóveis são os responsáveis por fazer e conservar suas calçadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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