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Caiado diz no twitter ter evitado que o brasileiro fosse assaltado

O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), rebateu em sua página no twitter as acusações do relator-geral do Orçamento de 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), de que teria sido responsável por corte em investimentos na Copa do Mundo de 2014 e nas áreas de cultura, turismo, irrigação.

Fred Raposo, iG Brasília |

Em duas mensagens postadas no site de relacionamento, Caiado defendeu-se dizendo ter evitado "que o brasileiro fosse assaltado em R$ 2,5 bilhões", e aproveitou para alfinetar Magela.

"O órgão mais sensível do deputado @magelapt é o bolso dele. Ao destilar ódio, ele comprova que o único beneficiado no orçamento era ele", escreveu o democrata.

Magela anunciou nesta segunda-feira ter cancelado R$ 2,4 bilhões em emendas próprias - sendo R$ 1,8 bilhão referente a investimentos para a Copa do Mundo de 2014 - para que a peça orçamentária siga para o presidente Lula, para ser sancionada.

A queda de braço em torno da proposta orçamentária criou um impasse no Congresso, que levou ao engavetamento do relatório. Em 22 de dezembro, quando o Orçamento de 2010 foi votado, divergências entre governo e oposição foram solucionadas por meio de acordo verbal, anunciado nos microfones do Plenário.

O acordo consistia em três pontos: limitar o remanejamento de verbas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); retirar as emendas apresentadas pelo relator-geral; e destinar esses recursos para as emendas de bancadas. Caiado afirma, no entanto, que o consenso não foi respeitado.

"Ao destinar mais de 2 mil emendas próprias para fins eleitorais, Magela usou uma prerrogativa que não tem como relator e que só existiu no escândalo dos Anões do Orçamento", disse ao iG. "Quando isso foi identificado, na noite de terça, exigimos que as emendas fossem derrubadas. Na hora ele não reagiu, assumiu o acordo. Mas depois disse que não cancelaria as emendas."

Caiado chegou a protocolar um ofício solicitando que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não assinasse a peça orçamentária. Para reforçar que o acordo não fora cumprido por Magela, solicitou as notas taquigráficas, que registram o que é dito nos microfones do plenário durante as votações. Consultores do Congresso também recomendaram, por meio de nota técnica, a suspensão das emendas.

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