O ano eleitoral começa com estranhamento na oposição. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), fez críticas hoje ao principal parceiro e aliado, o PSDB, por causa da demora na tomada de decisões sobre candidatura à Presidência da República e pela atuação, considerada por ele, reduzida no combate ao governo no parlamento.

"Sem dúvida, há um apagão da oposição", reconheceu Caiado.

O líder prevê a dispersão na campanha, com cada agente se preocupando mais com a eleição nos Estados, caso uma efetiva articulação partidária com a definição da chapa nacional se postergue para março ou abril. "Esse é um mês excelente para estar se reunindo. É hora de articular, de fazer contra-ataque ao governo, de reagir. Férias são para o governo e não para a oposição", afirmou Caiado.

Mesmo com os três partidos, DEM, PSDB e PPS, caminhando juntos na eleição, o líder presume um resultado de pouco empenho na campanha nacional se o processo seguir desarticulado.

Reação

"É necessário administrar a ansiedade", reagiu o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), ao saber da cobrança de Caiado. O líder tucano afirmou que a campanha vai mesmo começar a partir das convenções em junho e que a definição de candidaturas tem o seu momento certo.

"O fato é que há de se fazer um trabalho de agregação, de incorporação de novas forças políticas e sociais na ideia de uma disputa para ganhar", afirmou Aníbal. "O PSDB está atento a isso. Eu, por exemplo, não faço outra coisa", disse.

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) afirmou que a população não está preocupada neste momento com a eleição. "O governo é que quer antecipar a disputa para polemizar entre o presidente Lula e o nosso candidato. A articulação agora tem de ser feita pelas direções partidárias. Não é preciso ter candidato agora. Os três partidos que estão comprometidos com o enfrentamento ao atual governo tem de preparar o terreno para frente", afirmou Madeira.

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