Cai 4,97% número de mortos no trânsito após Lei Seca

Diminuiu o ritmo de redução de violência nos 61 mil quilômetros de rodovias federais. Em julho, primeiro mês de vigência da Lei Seca, o número de mortes decorrentes de acidentes caiu 14,5%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Agência Estado |

Somados os dados de julho e agosto, a queda chega a 12,7%. Entre julho e setembro, o índice foi 6,1% menor e até o dia 20 deste mês, 4,97%. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os números mostram que os motoristas estão voltando a beber, apostando na deficiência da fiscalização, sobretudo no interior do País.

O balanço divulgado hoje pela PRF revela que o total de acidentes passou de 40.991, entre 20 de junho e 20 de outubro do ano passado, para 45.080, em igual período neste ano. Ou seja, um aumento de 9,98%. O número de acidentes que provocaram mortes diminuiu de 1.925 para 1.819 - 5,51%. A quantidade de feridos saiu de 24.934 para 25.392, um crescimento de 1,84%. O número de pessoas socorridas apresentou uma retração de 8,10%, para 5.047. E o de autuações aumentou 65,76%, de 386.066 para 639.948.

Segundo a PRF, atualmente, cerca de 20 motoristas ainda são presos diariamente por dirigirem com nível de álcool no sangue além do permitido. De julho a outubro deste ano, foram 3.655 reprovações no teste do bafômetro. No mesmo intervalo, o excesso de velocidade causou 187 mil multas. Para a PRF, a melhoria das condições de circulação nas estradas tem incentivado o aumento da velocidade média. De acordo com a PRF, para reforçar a fiscalização, o governo federal deve comprar 10 mil etilômetros (bafômetros), ao custo de R$ 70 milhões.

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