Cabral vai solicitar investigação rigorosa sobre assaltos em albergues no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta quinta-feira que irá solicitar ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e ao chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, uma investigação mais profunda sobre os assaltos ocorridos em menos de 24 horas em dois albergues na cidade do Rio. De acordo com Cabral, as hospedagens para jovens, introduzidas por ele no Brasil há mais de 20 anos, não podem ter a imagem associada à insegurança.

Redação com agências |

"Solicitei ao chefe da Polícia Civil e ao secretário de Segurança uma intensa investigação. Isso (assalto aos albergues) dói o meu coração", disse o governador.

Na madrugada desta quinta-feira, pelo menos sete homens portando pistolas e granadas invadiram um albergue localizado em frente aos Arcos da Lapa, no centro do Rio. Trinta e quatro turistas de diferentes nacionalidades foram rendidos e tiveram dinheiro, pertences e documentos roubados.

Segundo a polícia, um funcionário do albergue abriu a porta para um homem que pedia para ir ao banheiro por volta das 3 horas. Ao dar passagem, o funcionário foi rendido e os outros assaltantes do grupo invadiram a hospedagem.

Alguns turistas estavam dormindo durante o ocorrido e foram surpreendidos pelos bandidos. Os estrangeiros foram amarrados com fitas adesivas e ficaram presos por volta de uma hora em um dos quatro quartos do albergue. A hospedagem funciona há cerca de três anos no local e cobra uma diária de R$ 27.

Os assaltantes fugiram a pé do albergue com sacolas. A hospedagem fica próxima a um quartel da Polícia Militar. As vítimas registraram a ocorrência na Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), no Leblon, zona sul do Rio. A polícia investiga uma possível participação de ex-funcionários do albergue no crime.

"Não podemos perdoar esse tipo de coisa e faremos de tudo par prender essa gente que tenta manchar a imagem do Rio", disse o titular da Deat, Fernando Veloso. "Fomos surpreendidos por esse segundo fato de hoje. Já temos o retrato falado e uma foto de um dos autores (do crime) de Copacabana", acrescentou o delegado.

Assalto em Copacabana

Quatro homens armados invadiram um albergue e assaltaram 13 turistas na madrugada desta quarta-feira em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo funcionários do albergue, os suspeitos estariam portando pistolas e granadas quando entraram no local e anunciaram o assalto.

Um empregado da hospedagem, que abriu a porta aos bandidos alegando que o circuito de TV do albergue estava com problemas, foi rendido. Em seguida, os bandidos foram até os quartos onde estavam os turistas de distintas nacionalidades, entre eles, alemães, ingleses e israelenses.

Durante o assalto, os turistas foram trancados em um quarto do albergue, vigiados por um dos assaltantes. Havia 20 hóspedes no local. Eles levaram dinheiro, cartões, documentos, objetos pessoais e aparelhos eletroeletrônicos. A polícia vai solicitar imagens do circuito de TV de prédios vizinhos ao albergue para tentar identificar os ladrões.

Mesmo com a dinâmica parecida em ambos os assaltos, a Delegacia Especial de Apoio ao Turista descarta uma possível ligação entre os crimes acontecidos em Copacabana e na Lapa.

"O que acontecia até então nos albergues eram pequenos furtos. Já acionei os batalhões para fazer rondas nos albergues da zona sul para evitar nova surpresa desagradável. Nada indica que seja a mesma quadrilha que participou do roubo de ontem ao albergue de Copacabana", afirmou o delegado Fernando Veloso

*com informações das agências Estado e Reuters

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