BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta terça-feira que a atual política de segurança do Estado vai continuar, apesar das críticas apontadas pelo relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) divulgado na segunda-feira (15) em Genebra. Segundo o relator especial da ONU sobre execuções extrajudiciais, Philip Alston, não há estratégia de segurança no Rio. O documento afirma que a polícia é responsável por 18% do total de mortes registradas no estado. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/15/policia_brasileira_tem_carta_branca_para_matar_segundo_a_onu_1828990.html target=_topPolícia brasileira tem carta-branca para matar, segundo a ONU http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/15/rio_tem_menor_taxa_de_homicios_dolosos_em_17_anos_1833993.html target=_blankRio tem menor taxa de homicídios dolosos em 17 anos

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Cabral criticou o relatório e afirmou que lamenta não poder combater a violência por meio de negociação. Para ele, a maior a violência nas comunidades é a falta de escolas e hospitais públicos e saneamento básico.

"Eu gostaria muito que os bandidos entregassem as armas sem que nós precisássemos fazer o confronto, mas, infelizmente, quando nós agimos, a reação é sempre uma granada na mão, uma P-40, um P-50, umas armas sofisticadíssimas, cada vez mais poderosas."

"Eu não sei o que o autor do relatório deseja. Tudo o que eu quero é cidadania nesses lugares, muito mais que o relator da ONU. Ele deveria estar preocupado com a grande maioria do povo do Alemão, que quer educação. Isso que é falta de respeito aos direitos humanos. É o sujeito acordar com rato na porta da casa dele, não ter escola pública pro filho", disse Cabral.

O governador do Rio de Janeiro lembrou a pesquisa divulgada ontem (15) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado, que mostrou o número de homicídios dolosos no estado como o menor desde 1991. Segundo ele, o momento não é o de comemorar esse dado, mas de continuar trabalhando intensamente.

Para o governador, os problemas relacionados à segurança pública não podem ser resolvidos a curto ou a médio prazo. Cabral criticou os governos anteriores que, segundo ele, nos últimos 20 anos, não tiveram compromisso com a ordem urbana nem com o combate à criminalidade.

Sérgio Cabral participou da assinatura do projeto Centenário do Theatro Municipal, que será financiado pela Embratel. O projeto prevê o investimento de R$ 4 milhões, por meio da Lei Rouanet, para a reforma do edifício, que deve ficar pronto em julho do ano que vem.

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