A visita que o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), fez hoje à tarde ao Museu da Língua Portuguesa de São Paulo servirá de inspiração para a construção do novo Museu da Imagem e do Som (MIS) do Estado, na Praia de Copacabana. Saio daqui absolutamente deslumbrado e motivado para implementar na cidade do Rio, na praia de Copacabana, o Museu da Imagem e do Som, afirmou, após acompanhar a exposição Gilberto Freyre - Intérprete do Brasil , ao lado do governador José Serra (PSDB), autoridades dos dois governos de Estado e do presidente da Fundação Roberto Marinho (FRM), José Roberto Marinho.

Segundo Cabral, o novo MIS - o atual fica no centro da cidade - será construído no local da boate Help, em Copacabana, "um local que degrada a praia mais importante do Brasil". Ele destacou: "Saio daqui com muita adrenalina na veia porque vi um museu extraordinário, um museu que não deve nada aos melhores museus do mundo." O Museu da Língua Portuguesa, que funciona no complexo da Estação da Luz, é uma iniciativa da FRM, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), governo de São Paulo e empresas privadas. "Aqui, a combinação do primitivo com o tecnológico é extraordinária e a concepção cenográfica e a direção com uma visão didática e moderna, é o que há de melhor", elogiou o governador do Rio, na primeira visita ao local.

A construção do novo MIS terá também a parceria com a fundação, informou. "Vamos construir este projeto desafiador, como a fundação (Roberto Marinho) fez aqui. A cidade do Rio, que é a capital do audiovisual, e a Praia de Copacabana merecem (esta iniciativa)", reiterou. Ao lado de Serra, ele disse que as parcerias entre eles serão constantes. "Sou aluno do Serra há muitos anos, desde o início de minha carreira política. Acho que temos muito a aprender aqui porque São Paulo está muito à frente do Rio, com equipamentos que não deixam nada a desejar a Nova York, Paris e Roma; por isso temos, de aprender, não tenho nenhum constrangimento em aprender."

Inaugurado em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa exibe desde novembro a exposição de um dos maiores nomes da literatura brasileira, o escritor Gilberto Freire. A mostra, que ficará no espaço dedicado às exposições temporárias, no primeiro andar do museu, até o dia 4, apresenta também uma das faces menos conhecidas de Freire, a pintura, com cerca de 27 óleos em tela e aquarelas, de temáticas variadas. As várias faces dele são apresentadas ao público dentro do ambiente de pesquisa de vários dos livros que escreveu, como Casa Grande & Senzala . Nos documentos pessoais, é possível checar várias correspondências com nomes como o maior expoente da pintura modernista, Cândido Portinari, o compositor Heitor Villa-Lobos e o poeta Carlos Drummond de Andrade.

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