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Cabral nega que PMDB reivindique mais ministérios

Ao sair de audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que o PMDB não está em busca de mais ministérios e que vai encontrar um consenso com o PT na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Cabral desconversou sobre a possibilidade de vir a ser, em 2010, candidato a vice em uma chapa a ser lançada pelo presidente.

Agência Estado |

Cabral acompanhou o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, que agradeceu a Lula pelo apoio político que lhe deu durante a campanha. Em entrevista após a audiência, Cabral negou que o PMDB poderia reivindicar mais ministérios a Lula por ter sido fortalecido nas eleições. "Ninguém está discutindo mais ministérios. Essa pecha de que o PMDB é um partido fisiológico é uma grande injustiça. O PMDB tem ministérios como o PT tem, como o PV tem. É um absurdo ficar solicitando mais ministérios, isso não tem cabimento", disse.

"O PMDB tem Temporão, Lobão, Geddel, Stephanes, Hélio Costa, que estão fazendo um belo trabalho. Não acho que seja preciso mais ministérios, não. É o caso de fortalecer a grande aliança do PT com o PMDB, que dará ao País tranqüilidade, unidade, no Congresso em fevereiro de 2009 (na Câmara e no Senado) e nas eleições presidenciais de 2010 e nas eleições de governadores, para que o Brasil avance sem solavancos e de maneira estável", destacou.

Cabral disse não acreditar que, em 2010, o PMDB e o presidente Lula estejam em campos opostos na sucesso presidencial. "No PMDB, vive-se o melhor momento, do ponto de vista da unidade e da participação no governo federal, com ministros prestigiados, bancada coesa na Câmara e no Senado, e o presidente da República respeitando o partido como um presidente respeitou", declarou Cabral. Ele ressaltou que o PT tem tido o mesmo comportamento, até durante as eleições municipais. "Vamos marchar unidos, inclusive na sucessão da Câmara e no Senado", afirmou.

O governador do Rio se declarou convencido de que os dois partidos se entenderão e chegarão a um consenso no processo de escolha dos presidentes das duas Casas. "Chega de arrivismo no Congresso, chega de arrivismo no Legislativo. Já vimos para onde vai o arrivismo no Executivo com um presidente 'empichado" (alvo de "impeachment"), já vimos isso no Legislativo com um presidente da Câmara afastado. Agora, vamos para uma política orgânica, séria, madura, que é isso que o PMDB e o PT estão construindo."

Segundo o governador do Rio, em 2010, PT e PMDB estarão envolvidos em torno do presidente e de um candidato que una os dois partidos em torno da Presidência da República e da vice-presidência. Questionado se poderia ser candidato a vice, respondeu: "Imagina!".

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