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Cabral diz que vetará proposta de polícia comunitária

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse hoje que não pretende levar adiante a proposta do deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM) de criar uma polícia comunitária com a mão de obra de policiais civis, militares e bombeiros aposentados - numa estrutura que lembraria a de milícias, grupos armados que dominam favelas. Já mandei uma mensagem para a Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) pedindo para que esses policiais aposentados sejam utilizados em atividades nos batalhões.

Agência Estado |

Fora isso, o projeto que vier eu veto", afirmou Cabral.

A indicação legislativa foi aprovada na semana passada. Previa que os policiais e bombeiros reformados trabalhassem nas favelas em que vivem e seria uma força auxiliar das Polícias Civil e Militar (PM). Os aposentados com maior patente desempenhariam os cargos de comando. A remuneração seria fixada pelo governo do Rio.

Guimarães disse que pretende se encontrar com o governador do Rio para convencê-lo a transformar a proposta em projeto de lei (a indicação tem caráter apenas de sugestão). O deputado estadual do DEM do Rio e o irmão dele, vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), mais conhecido como Jerominho, são processados por envolvimento com milícias. Jerominho aguarda o julgamento na prisão.

"Minha intenção é criar meios de dar proteção à população. A polícia faz incursão, combate o tráfico e vai embora. A polícia comunitária garantiria que os criminosos não voltariam", afirmou José Guimarães. Ele negou semelhança entre o projeto e as milícias. "Não é milícia. É o poder público atuando, então, não tem ilegalidade. A milícia surgiu da reação de ex-policiais, que viviam em comunidades e decidiram combater o estupro, o roubo, o tráfico. Justamente porque o poder público não se fazia presente."

Cientista

A cientista polícia Sílvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes (Ucam), afirmou ver com preocupação a proposta de José Guimarães. "A tentativa de se dar uma fachada legal às milícias é muito grave e tem de ser vista com muita seriedade. O mais importante nesse gesto (do deputado estadual do DEM) é identificar o grau bastante avançado de conexões políticas e legislativas a que chegam esses grupos armados e ilegais", afirmou.

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