Cabral diz que pode assumir obras embargadas no Morro da Providência

RIO DE JANEIRO ¿ O governador Sérgio Cabral disse, nesta quarta-feira, que o governo do Estado assumiria, ¿sem problemas¿, o andamento das obras do projeto Cimento Social, embargadas nessa terça-feira por medida do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O secretário de Assistência Social da prefeitura disse que administração municipal também se propõe a assumir as reformas.

Redação com Agência Brasil |

  • Trabalhadores do Cimento Social prometem protesto contra embargo
  • Jobim decide retirar tropas do Morro da Providência
  • Sete militares envolvidos no caso podem ser soltos nesta quarta
  • TRE embarga obras do projeto Cimento Social

  • Segundo ele, para que isso ocorra é necessário um acerto com o Ministério das Cidades. Ele elogiou os esforços dos governos federal, estadual e municipal para que os moradores do Morro da Providência, Centro do Rio, não sejam prejudicados com a paralisação das obras.

    O TRE decidiu pela interrupção do projeto Cimento Social , que previa a reforma de 782 casas, com a proteção do Exército, sob a justificativa de que a ação era irregular, já que foi contratada durante ano eleitoral, o que é vedado pela Constituição. O projeto foi implementado a partir de um acordo de cooperação técnica entre os Ministérios da Defesa e das Cidades, firmado em 31 de janeiro deste ano.

    O sofrimento da população sempre que é utilizado eleitoralmente é uma coisa repugnante. Já que está se fazendo essa (obra), vamos terminar da maneira possível. A população é que não pode sofrer com as tentativas eleitorais de quem quer que seja para fazer marketing com interesses pessoais, afirmou. Cabral também disse que o governo do Rio não interferiu antes por havia verificado um processo distorcido, mas acredita que agora tem a chance de encontrar a melhor solução.

    16 casas sem telhado

    O secretário de Assistência Social, Marcelo Garcia, acenou que pretende encaminhar as 16 famílias para um hotel e finalizar a adequação desses imóveis em situação mais crítica. Ele informou que se o Ministério das Cidades aprovar o protocolo 12.201, enviado pela prefeitura no ano passado para reformar residências na comunidade, a administração municipal irá concluir as obras.

    O ministério tem até o dia 5 de julho para garantir a aprovação do protocolo. Depois desse período, em virtude das eleições, não podem ser feitos repasses para os municípios. A prefeitura pede outros R$ 3 milhões para a finalização das obras.

    Nesta manhã, trabalhadores do Cimento Social afirmaram que organizarão um protesto contra o embargo das obras.

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