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Cabral diz que o Rio vai parar e promete ir ao Supremo contra redistribuição dos royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, reuniu na manhã deste sábado, no Palácio da Guanabara, prefeitos, empresários, sindicalistas, dirigentes de entidades de classe e representantes do Legislativo e do Judiciário do Estado para o que chamou de ¿grande mobilização para mostrar nossa indignação com o linchamento promovido pela Câmara dos Deputados¿.

Rodrigo de Almeida, iG Rio de Janeiro |

O encontro foi a reação estadual contra a aprovação da emenda que redistribuiu os royalties do petróleo. A previsão é que o Rio perca R$ 7 bilhões anuais caso a nova regra de distribuição entre em vigor ¿ R$ 5 bilhões do governo estadual e R$ 2 bilhões nos municípios.

Beth Santos
Cabral (com microfone) e prefeito Eduardo Paes (à dir.) no evento

Cabral (com microfone) e prefeito Eduardo Paes (à dir.) no evento

O Rio para. Para o governo, param as prefeituras, param as obras, param os investimentos do Estado, completou. Cabral disse que a emenda compromete os investimentos para a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, além de projetos de segurança pública, saneamento e habitação. Também afeta o orçamento gasto com aposentadorias. "O Rio vai quebrar", afirmou.

O governador ressaltou também que o volume previsto de perdas engole boa parte do patamar investido pelo Estado em 2009 ¿ foram R$ 4 bilhões de recursos estaduais no ano passado, segundo o governador. Nunca vi uma violência como esta, atacou. "É um massacre contra o Rio, o maior da história federativa".

Para uma plateia lotada no auditório do palácio do governo, Cabral fez a convocação para uma passeata na próxima quarta-feira, dia 17, às 16 horas, no Centro da cidade. Ele pediu aos prefeitos para levar moradores à capital. Vamos mostrar que o Rio não vai aceitar calado. Somos a síntese do Brasil, e o País não pode fazer isso conosco, disse o governador. Será decretado ponto facultativo a partir das 15 horas.

A passeata ¿ intitulada "Contra a covardia, em defesa do Rio" - se começará na Candelária e continuará pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, palco habitual de protestos no centro da cidade.

A estratégia é fazer barulho e pressionar o Senado para derrubar a emenda aprovada na Câmara. Caso passe no Senado, disse Cabral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assumiu o compromisso de que vai vetar o projeto. Se a estratégia não der certo, avisou o governador, o Estado deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Cabral e seus aliados argumentam que a emenda aprovada na Câmara é inconstitucional.

Prefeituras

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, lembrou que os gestores serão obrigados a rever seus orçamentos. O Congresso sempre foi zeloso com as receitas dos Estados. Faltou grandeza à Câmara, mas o Senado terá a chance de fazer a revisão dessa loucura. Paes disse que, de largada, a cidade perderá R$ 200 milhões anuais.

Os prefeitos presentes deram exemplos do tamanho da perda. Campos pode perder R$ 800 milhões de royalties do petróleo, ficando com cerca de R$ 100 milhões. Em Macaé, a receita deve cair de R$ 400 milhões para R$ 2 milhões. Cabo Frio, de R$ 120 milhões para R$ 2 milhões. Nossa região vai falir, literalmente, disse a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho. Abalada no início do ano pelas chuvas que atingiram a cidade, Angra dos Reis pode ver a receita minguar de R$ 90 milhões para R$ 3 milhões.

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