Cabral diz que muros trarão benefícios às favelas

RIO DE JANEIRO - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), se reuniu nesta terça com associações de moradores das 13 favelas onde serão construídos muros, chamados de ecolimites. A construção causa polêmica e nem todos os moradores e presidentes de associação concordam com a construção, que consideram ser segregadora.

Agência Estado |

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Segundo o governador, o muro existirá para proteger as pessoas das

AP
Operário na construção dos muros no Rio de Janeiro
comunidades para que elas possam receber benefícios do Estado, investimentos sociais, saneamento básico, educação, urbanização e (para) que esses investimentos não se percam ao longo do tempo com a expansão descontrolada da comunidade.

O objetivo de construção dos muros, que serão erguidos nas zonas sul e oeste, é conter o crescimento das moradias irregulares e proteger as florestas do desmatamento. Os muros terão 3 metros de altura - a extensão vai depender da favela. Na Rocinha, em São Conrado (zona sul), o governo do Estado já instalou um canteiro de obras. Ali, o muro terá quase 3 km.

Juntamente com a discussão sobre o muro veio à tona outro tema que deixa os moradores de favela em pânico. Nos anos 60, os governadores Negrão de Lima e Carlos Lacerda, com o apoio dos militares, promoveram remoções de favelas da zona sul para conjuntos habitacionais na periferia. Nasceu assim a Cidade de Deus, na zona oeste. O Estado garante que, desta vez, isso não ocorrerá. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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