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Cabral confirma convite do Planalto a Carlos Minc para o Meio Ambiente

RIO DE JANEIRO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta quarta-feira ser ¿importante para o Brasil¿ que o secretário de Ambiente do Rio Janeiro, Carlos Minc, aceite o convite do presidente Lula para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Alé de Minc, o governo também entrou em http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/14/viana_lula_tratara_sucessao_de_marina_com_carinho_1311511.htmlcontato com Jorge Viana.

Agência Brasil |

Ele afirmou que o presidente voltou a telefonar, pela manhã, solicitando a liberação do secretário. O presidente Lula fez o convite e eu não tinha como negar. Acho que seria muito importante para o Brasil ter um militante ambiental proativo como o Minc". Cabral chegou até a ligar para o secretário, que está em Paris, "mas, ele [Minc] disse que precisava de algumas horas para pensar.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de inauguração de uma Unidade de Pronto-Atendimento Médico na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Carlos Minc

Divulgação
Minc deve assumir Ministério do Meio Ambiente
Nascido em julho de 1951, no Rio de Janeiro, Minc é casado e pai de dois filhos.

Estudou no Colégio Aplicação da UFRJ e, em 1967, foi vice-presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (veja o especial do iG sobre 1968).

Líder estudantil, participou ativamente da resistência contra a ditadura militar, sendo preso em 1969, com 18 anos, e exilado.

Em 1979, com a Anistia, voltou ao Brasil.

Professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ, obteve o mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Técnica de Lisboa (1978) e doutorou-se em Economia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I - Sorbonne (1984).

Fundador do Partido Verde com Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e outros companheiros, Minc foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, em coligação com o PT.

Reeleito, já pelo PT, em 1990, 1994 e 1998, recebeu em 1989 o Prêmio Global 500, concedido pela ONU aos que se destacam mundialmente nas lutas em defesa do meio ambiente.

Jorge Viana

ABr
Viana também foi sondado
Engenheiro Florestal, Jorge Viana nasceu em setembro de 1959 e se formou

pela Universidade de Brasília. Contribuiu com a criação e depois se tornou dirigente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), instituição de pesquisa para manejo e uso sustentável dos recursos florestais.

Em 1992 Jorge Viana foi eleito prefeito de Rio Branco, capital do Acre. Sua administração é escolhida pela Fundação Getúlio Vargas para receber o prêmio de Gestão Pública e Cidadania, pelo Programa de Assentamento de Pólos Agroflorestais.

O petista foi governador do Estado do Acre duas vezes pelo partido. Foi eleito para o primeiro mandato em 1998 e reeleito em 2002 para o mandato que se iniciou em janeiro de 2003. Viana permaneceu no cargo até janeiro de 2007.

Saída de Marina Silva

A titular da pasta do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão na manhã desta terça-feira. De acordo com a assessoria do ministério, em caráter irrevogável. Ainda não foram divulgados os motivos do decisão da ministra.

Um ex-assessor da Marina, que não quis se identificar, porém, afirmou que o fato mais recente na lista de insatisfações da ministra foi a nomeação de Roberto Mangabeira Unger, ministro de Assuntos Estratégicos, para coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS).

ABr/Valter Campanato
Lula encontrou Cabral nesta segunda no Rio
Com a demissão, a ministra voltará ao cargo de senadora, que atualmente é ocupado por seu suplente, Sibá Machado (PT-AC). Durante a tarde, Marina telefonou para o senador para comunicar que assumiria a vaga na Casa.

"A Marina é uma militante muito rígida e muito pura. Tenho certeza de que teve um motivo justo para sair", declarou Sibá Machado, destacando não saber, porém, o que teria levado a ministra a pedir demissão.

Marina assumiu o cargo em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela vinha entrando em conflito com posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente. Entre os choques, está o controle do desmatamento na Amazônia.

No início do ano, Marina chegou a apontar a produção agropecuária brasileira como responsável pelo aumento no desmatamento da floresta amazônica. A avaliação conflitou com o posicionamento do Ministério da Agricultura.

Marina era considerada um entrave ao crescimento econômico por parte de empresários e até mesmo de colegas do governo, uma vez que em sua gestão aumentou o rigor sobre a exploração da Amazônia.

(com informações de Carollina Andrede/Santafé Idéias e Ag. Estado)

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