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Cabral chama de vandalismo tumulto em estação de trem no Rio de Janeiro

O governador Sérgio Cabral (PMDB) classificou como vandalismo o tumulto ocorrido nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Passageiros revoltados pelo atraso dos trens no ramal Japeri-Central do Brasil interromperam o tráfego na linha férrea e promoveram um quebra-quebra que se espalhou por quatro estações.

Agência Estado |


"O que aconteceu foi, sem dúvida, uma ação de vândalos. Nada justifica o vandalismo. Houve pessoas feridas," afirmou Cabral.

Marcos Arcoverde/AE
Policiais do Batalhão de Choque ocupam a linha férrea no Rio nesta manhã



Uma composição foi incendiada, roletas, bilheterias, alambrados e caixas eletrônicos foram destruídos. Onze pessoas ficaram feridas no tumulto. A confusão afetou 30 mil pessoas, que utilizam o serviço pela manhã. O tráfego só foi restabelecido às 12h50.

Mas a estação de Nova Iguaçu ficou aberta apenas para desembarque até as 16h50. Depois, foi completamente liberada. No final da tarde, a estação Nilópolis estava aberta apenas para desembarque. Nas demais estações do ramal, o funcionamento foi normalizado.

"A polícia vai investigar. Ali houve, inclusive, roubo em bilheteria. É uma ação concreta de vândalos que têm que ser punidos", defendeu o governador, que prometeu a compra de mais 60 trens até 2014. "Nada justifica quebra-quebra e roubo. Isso é intolerável".

Para o presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir de Lemos, o tumulto generalizado já era esperado. "A população está muito revoltada. Foram vários episódios em que os passageiros se sentiram agredidos pela Supervia". Em abril, seguranças foram flagrados batendo nos passageiros com uma espécie de chicote, a fim de obrigá-los a fechar as portas dos trens.

Embarque gratuito nesta quinta-feira

Para compensar os passageiros que foram prejudicados, a Supervia não cobrará embarques nesta quinta-feira nas estações do ramal de Japeri até as 10 horas. Segundo a empresa, o embarque será gratuito em todas as estações do ramal de Japeri, de Ricardo de Albuquerque a Paracambi.



Tumulto

Após uma paralisação do trem a cerca de 100 metros da estação de Nilópolis, os passageiros forçaram as portas do trem e caminharam pela via férrea até a estação. Revoltados, eles iniciaram um protesto e se recusaram a deixar a linha do trem. Um grupo ateou fogo à composição. Cerca de 40 homens do Corpo de Bombeiros apagaram as chamas.

A Polícia Militar reforçou a segurança e o Batalhão de Choque foi chamado para retirar as pessoas que estavam na via férrea, em Nilópolis. Em Deodoro, zona oeste do Rio, o Exército chegou a ser mobilizado para evitar maiores tumultos na estação, que fica perto da Vila Militar.

Passageiros se queixaram que não tinham dinheiro para seguir viagem para o Centro do Rio. Funcionários da Supervia tentaram entregar vales, mas, diante do tumulto, interromperam o serviço. A concessionária decidiu que hoje as passagens não serão cobradas no ramal até as 10 horas.

Aqueles que deixaram as estações enfrentaram ônibus lotados. Em Mesquita, um veículo da linha 103 (Nova Iguaçu-Cascadura) teve o pára-brisa quebrado. A prefeitura de Nilópolis colocou à disposição dez ônibus para levar, gratuitamente, os passageiros até a estação de Deodoro, ramal que permaneceu funcionando.

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