Cabral agora quer diálogo com Anac sobre aeroporto

Menos de 24 horas após ter criticado duramente a abertura do Aeroporto Santos Dumont para voos nacionais, o que classificou como um deboche da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o governador do Rio, Sérgio Cabral, amenizou nesta quarta-feira a discussão. Ele pregou o diálogo e disse acreditar que a agência pode repensar a medida.

Agência Estado |

Sobre as ameaças de retaliação, como ações judiciais e aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível dos aviões no Santos Dumont, Cabral disse que a procuradoria do Estado ainda está avaliando o que fazer.

"Eu acredito que a Anac pode repensar. Eu sempre acredito no diálogo e acredito na Justiça. Nós vamos apresentar à Justiça as nossas razões, que são razões tão claras como água, tão evidentes. A gente não pode destruir o Aeroporto Internacional do Galeão", afirmou Cabral. Na terça-feira, logo após a Anac ter liberado o Santos Dumont para voos nacionais, Cabral fez duras ameaças à Anac. "Se é para fazer guerra, vamos para a guerra".

Além dele, secretários estaduais e municipais têm feito oposição à abertura do Santos Dumont sob a alegação de que o Galeão ficaria esvaziado, o que prejudicaria a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016.

Mesmo com essa resistência, a Anac derrubou a portaria 187 do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão que antecedeu a Anac. Essa norma limitava a operação do Santos Dumont a voos da ponte aérea, regionais e de táxi aéreo, com aviões turboélice para até 50 pessoas.

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