Búzios é mesmo cenário de novela

Búzios é mesmo cenário de novela Por Mônica Cardoso BÚZIOS - Que Búzios já era Búzios muito antes de Manoel Carlos ninguém duvida. Mas também é verdade que o turismo na cidade ganha pontos cada vez que Maria Gadú entoa seu Shimbalaiê, anunciando que as cenas que virão na sequência se passam no badalado balneário do litoral fluminense.

Agência Estado |

E a expectativa por lá é de um verão mais concorrido do que nunca.

Tanto que alguns possíveis visitantes devem acabar vendo a cidade somente pela televisão. Hotéis e pousadas estão praticamente sem vagas até o fim de janeiro e Búzios promete fechar a temporada com 1,5 milhão de turistas, um terço a mais que no ano passado.

Muitos vão desembarcar em cruzeiros marítimos - neste ano, o balneário tem número recorde de paradas em seu pequeno porto, colado na famosa Rua das Pedras, passarela para o desfile noturno. Serão nada menos que 184 ancoragens, várias ao mesmo tempo. Quer saber a origem dos passageiros? A maioria vem de São Paulo, dizem os operadores.

O agito entrou para a rotina da antiga vila de pescadores na década de 1960, quando Brigitte Bardot no auge de suas curvas visitou a região. E foi justamente no trecho da orla batizado com o nome da francesa que a Helena de Taís Araújo encontrou o Marcos de José Mayer.

Desde que Viver a Vida estreou, é preciso fazer um grande esforço para separar a novela do balneário. E isso fica mais difícil à medida que você descobre nas ruas da cidade alguns detalhes à la Contigo! Antes de virar o Maradona da ficção, o ator Mário José Paz já era bem conhecido por lá.

Morador de Búzios há 30 anos, o argentino é dono da pousada Vila do Mar e do Cine Bardot, além de organizador do Festival de Cinema de Búzios. Agora, seguiu os passos do personagem e se tornou proprietário de restaurante, o recém-inaugurado Sinatra Fusion Food.

É a arte que imita a vida que imita a arte. Ou quase isso. Antes de seguir em frente, vale dizer que os argentinos montaram um verdadeiro quartel-general na cidade. Eles chegaram lá pelos anos 1970 e hoje já são 25 mil - quase um quinto dos moradores. O portunhol impera em lojas, restaurantes e empanaderías. Mas também se ouve inglês, francês e alemão.

O sotaque espanhol ainda está por trás da novidade mais quente no quesito balada. A cidade acaba de ganhar uma filial do Café del Mar, lounge e restaurante que anima os verões de Ibiza há quase 30 anos. Com 400 metros quadrados e vista para o mar, a casa tem duas entradas: uma na Rua das Pedras e a outra na Praia do Canto. O chill out, som ambiente com pegada eletrônica que deu fama à casa, é feito pelo espanhol Hector Lopez, DJ residente.

O revéillon do Café del Mar promete. Festa vip, claro, com convites salgados mesmo para padrões paulistanos: R$ 640 (homens) e R$ 270 (mulheres).

Privilège e Pacha (também de Ibiza, por sinal, e hit no ano passado) terão celebrações à altura em badalação e preço.

A boemia carioca, por sua vez, atravessou a Ponte Rio-Niterói e percorreu os 60 quilômetros da Via Lagos até chegar à Orla Bardot, na frente da Praia da Armação. O Lapa 40° Sinuca & Gafieira, sucesso no tradicional bairro do Rio, acaba de se instalar em Búzios e deve variar um pouco a trilha sonora do réveillon. A virada terá a tarimbada bateria da Beija-Flor.

Quem já esteve em Búzios sabe que a cidade tem ritmo próprio. A noite, por exemplo, começa quase na madrugada. Nem adianta aparecer na Rua das Pedras às 21 horas, período em que só famílias com crianças tropeçam no muito irregular calçamento. Mais tarde, aí sim, será a vez de as beldades se arriscarem na região em seus inacreditáveis saltos 15.

E só dá para falar em dia e em praia depois das 12 horas. Hábito que resiste em praias como Geribá e Brava, apesar de todos os alertas sobre raios UVA e UVB.

Se você for tomado por uma vontade incontrolável de conhecer ou voltar a Búzios no próximo Shimbalaiê, tente ligar antes no 0800-24-9999. O serviço que a prefeitura acaba de lançar informa as pousadas e os hotéis com quartos disponíveis, uma ajuda e tanto na alta temporada. Um parêntesis: quem quiser manter a linha Café del Mar/Pacha deve ficar no Insólito, na Ferradura (ou pelo menos conhecer o lounge de praia do hotel-butique; day use a R$ 80).

Depois de definida a hospedagem, é só seguir para o aeroporto. Ou pegar a estrada mesmo. Os cerca de 620 quilômetros que separam São Paulo do balneário não são nada sofridos, pode acreditar.

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