Bush convida Lula para participar de reunião do G8

BRASÍLIA - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer reunir em novembro líderes do G8 (grupo formado pelos países mais ricos e a Rússia) e outras grandes economias, entre elas o Brasil, para discutir formas de evitar uma nova crise no sistema financeiro mundial, como a atual.

Valor Online |

Bush telefonou no final da tarde de hoje para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de informá-lo sobre a idéia e convidar o líder brasileiro. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Bush quer evitar que problemas nos sistemas financeiro e bancário se repitam e cheguem à economia real. Lula aceitou o convite do norte-americano e ressaltou que um encontro desse tipo é imprescindível para os países emergentes opinarem sobre as turbulências na economia mundial. O local e o dia da reunião entre as principais nações ainda serão definidos. Não foram mencionadas os países participantes.

No telefonema, de aproximadamente 15 minutos, Bush aproveitou para consultar Lula sobre a disposição da Índia em retomar as conversas para a conclusão de um acordo na Rodada Doha pela liberalização do comércio.

Conforme relatos das fontes, Lula, que esteve em Nova Délhi na semana passada, classifica o clima como favorável entre os indianos para a retomada as negociações e, mais uma vez, defendeu a conclusão da rodada no momento em que a economia mundial passa por uma crise. Segundo as fontes, o relato de Lula foi otimista e positivo.

Em julho, última tentativa de um acordo na rodada da Organização Mundial de Comércio (OMC), a Índia exigiu a ampliação do uso das salvaguardas, como defesa de um surto de importações, e acabou emperrando as negociações.

Lula recebeu a ligação de Bush ao final da reunião com a equipe coordenação política, convocada para debater a crise financeira mundial. O encontro acabou esvaziado por conta da ausência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estava no Congresso Nacional falando sobre o assunto. Os ministros presentes aproveitaram para fazer um balanço de suas pastas.

O ministro José Múcio, da Secretaria de Relações Institucionais, por exemplo, tratou da reta final das eleições municipais e o andamento de projetos no Legislativo.

(Agência Brasil)

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