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O ex-chefe da Casa Civil do governo do Rio Grande do Sul, Cézar Busatto (PPS), vai espontaneamente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) nesta segunda-feira. Na sessão, Busatto tentará explicar aos deputados estaduais a conversa que teve no dia 26 de maio com o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM), na qual disse que é necessário fazer concessões para ter maioria no parlamento e deu a entender que órgãos públicos como o Detran, o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (Daer) e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) foram fontes de financiamento para partidos aliados.

O diálogo foi gravado por Feijó e sua divulgação, na sexta-feira (6), ampliou a crise do governo gaúcho, que já estava acuado pelo escândalo investigado pela CPI, uma fraude de R$ 44 milhões no Detran, praticada por empresas que superfaturavam serviços. No sábado, Yeda aceitou a demissão de Busatto e também do secretário-geral de governo, Delson Martini, do chefe do escritório do Estado em Brasília, Marcelo Cavalcante, e do comandante-geral da Brigada Militar, Nilson Nobre Bueno.

Busatto vai explicar que na conversa com Feijó não estava se referindo a ilegalidades, mas ao loteamento que os partidos fazem dos órgãos públicos por interesse na contribuição dos funcionários nomeados para cargos em comissão. Para acabar com isso, vai insistir na tese do financiamento público das campanhas políticas e na profissionalização do serviço público. O ex-chefe da Casa Civil também ressaltará que quem falou na existência de "uma quadrilha no Banrisul" foi Feijó e que cabe ao vice-governador provar se isso é verdade.

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