Burocracia pode atrasar ajuda a cidades afetadas pelas chuvas

A burocracia poderá atrasar a ajuda financeira às cidades atingidas pelas chuvas e às vítimas das enchentes no País. Isso porque o envio de dinheiro aos municípios e a liberação de saques do FGTS dependem do levantamento oficial do prejuízo causado pelos temporais.

iG São Paulo |

Em reunião com a Comissão Municipal de Defesa Civil, na manhã desta terça-feira, o prefeito de Caxias do Sul (RS), José Ivo Sartori, determinou urgência no levantamento de todos os estragos que estão sendo provocados pela chuva no município.

O objetivo é priorizar as áreas mais danificadas e intensificar as ações de recuperação, desobstrução e limpeza de galerias, bueiros e bocas de lobo, em pontos de alagamentos, por meio de uma força-tarefa, segundo nota divulgada pela Prefeitura.


Estrada Antonio Gattermann, em Caxias do Sul / Foto: divulgação

Fundo de Garantia

As vítimas da calamidade provocada pelas chuvas em Angra , no litoral do Rio de Janeiro, poderão sacar até R$ 4.650 do saldo de suas contas do FGTS. Mas, para que as pessoas possam sacar os recursos, será preciso superar uma série de providências burocráticas.

Depois de decretada a calamidade pública pela prefeitura, é preciso finalizar o relatório de avaliação de danos, o chamado avadan.  Uma vez homologado pela defesa civil estadual, o avadan deve ser encaminhado e submetido ao Ministério da Integração Nacional, responsável pela publicação do decreto que vai permitir que o FGTS possa, enfim, distribuir os recursos dos cotistas.

Nesta segunda-feira, o vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal, Moreira Franco, determinou ao chefe regional do FGTS, no Rio de Janeiro, que entrasse em contato com o prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, e oferecesse cobertura administrativa para que essas iniciativas burocráticas se façam o mais rápido possível.

Moreira Franco também determinou que fosse feita a análise do percentual da população atingida pela calamidade que tem depósito do FGTS e que pode sacar os R$ 4,6 mil. A defesa civil está certamente cuidando das pessoas, que é a prioridade neste momento. A avaliação do dano virá em seguida, explicou o vice-presidente, para quem os recursos do FGTS deverão ajudar as pessoas a enfrentar as conseqüências da calamidade.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira que 2.768 pessoas tiveram que deixar suas casas em função das chuvas desse início de ano no Estado.

Segundo o órgão, 1.868 estão desalojados e 900 desabrigados.

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