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Bullying: novo termo para um velho problema

Bullying: novo termo para um velho problema Por Adriana Bifulco São Paulo, 21 (AE) - Você, como todo mundo, tem boas e más recordações de seu tempo de colégio. E no meio dessas memórias é muito provável que se lembre daquele amiguinho que era discriminado por alguns de seu grupo por ser gordinho ou usar óculos, por exemplo.

Agência Estado |

Ou talvez tenha sido o próprio. Pois essa zombaria ganhou um novo termo. Chama-se bullying.

"Não existe uma tradução definida para esse nome, que é derivado da palavra bully e significa brigão, tirano, valentão. Pode também significar agressão física, verbal ou psicológica que um indivíduo exerce sobre o outro", explica Jamar Monteiro, autor do livro "Bullying ou Crise de Valores", mestre em educação, escritor, palestrante e professor de pós graduação da Universidade Bandeirante, da capital paulista.

"Hoje se fala tanto em bullying porque criam nomes para problemas antigos", afirma Monteiro. "Esse problema existe nas escolas e nas empresas. Com as crianças e adolescentes, ocorre porque há mãe que não sabe ser mãe e pai que não sabe ser pai. A escola vai receber uma criança que não sabe ser aluno. Ele terá uma crise de valores. E muitas vezes a escola prega uma coisa e faz outra. Estamos vivendo uma perda de valores. A escola e a família precisam buscar seus papéis e edificá-los", enfatiza.

O período dos 7 aos 16 anos, de acordo com Rita Callegari, chefe do setor de psicologia do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia, em São Paulo, mexe com a auto-estima. "O mesmo acontece com os adultos. No caso da criança, ela passa a ficar mais retraída em casa, interage menos com os familiares e a válvula de escape pode ser o computador ou a comida", avisa.

De acordo com a psicóloga, os pais precisam ficar muito atentos para notar se o filho não está sendo vítima ou atacando alguém. "O exemplo sempre vem de casa, se os pais são muito críticos, têm intolerância racial, de crenças, valores ou moral. Educamos mais por exemplos do que com palavras", enfatiza.

Por isso, segundo os conselhos de Rita, é importante que os pais recebam os amigos dos filhos em casa, para conhecê-los, e não deleguem as funções de levar as crianças ou adolescentes a um passeio a um tio, à babá ou aos avós. "Ao levar ou buscar os adolescentes para uma baladinha, por exemplo, o pai vai notar que eles estão tão empolgados que fazem comentários. Aí é possível perceber se eles estão fazendo alguém de vítima ou sendo vítimas de alguém", diz.

Detectar a segunda hipótese não é difícil. "Basta notar se o filho não recebe ligações dos amigos, dificilmente é convidado para um aniversário e ninguém empresta o caderno quando ele não vai à aula".

No caso do adolescente participar de sites de relacionamento, Rita aconselha que os pais, de vez em quando, dêem uma olhada na página virtual. "Não de forma invasiva, comentando o que os amigos escreveram, mas averiguando se eles não participam de nenhuma comunidade "Eu odeio fulano ou fulana", ou se exibe fotos inapropriadas. Só de observar as comunidades das quais o filho participa, dá para saber qual o ser perfil".

Para isso, no entanto, é preciso que os pais acompanhem de perto seus filhos, sejam presentes. "Por isso é importante valorizar o almoço, o jantar, e todas as ocasiões em que a família está reunida", recomenda Rita.

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