O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) engrossou a corrente dos senadores que sugerem o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa em razão das citações de seu nome por suposto envolvimento em uma série de escândalos. Não se trata de renúncia, mas de licença, defendeu Buarque.

"Mas licença como uma sugestão, e não como pressão. Algo de foro intimo dele", acrescentou. Hoje, o jornal O Estado de S. Paulo denunciou que o neto do presidente do Senado, José Adriano Cordeiro Sarney, é um dos operadores do esquema de concessão de empréstimos consignados a servidores do Senado.

O argumento de Buarque é o de que a indignação do povo "está rapidíssima", enquanto a reação do Senado às notícias diárias dos jornais, muito mais lenta. Para o senador do PDT, o que a população brasileira quer são eleições gerais e a dissolução deste Congresso. "E vamos falar com franqueza e sem a necessidade de nenhum instituto de pesquisa: raríssimos voltariam aqui", previu.

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