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Britto pede punição exemplar a militares no RJ

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, defendeu hoje a punição exemplar dos militares do Exército envolvidos no episódio que resultou na morte de três jovens do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. Militares entregaram os jovens a traficantes do Morro da Mineira, que cometeram os homicídios.

Agência Estado |

Britto qualificou de "tão absurda" a relação de homens das Forças Armadas com traficantes e disse que "quando se faz do assassinato um método de trabalho, a democracia perde". "Foi tudo um absurdo, é o reconhecimento que não se pode permitir que aquelas pessoas que usam armas tenham poder ilimitado", argumentou.

Para o presidente da Ordem, há funções que não entram em conflito com o papel do Exército, mas permitir que a força tenha tarefa policial é desrespeitar suas atribuições estipuladas pela Constituição. "O Exército tem uma missão constitucional que não se confunde com investigação e quando desrespeita isso gera confusão e resulta na tragédia que resultou no Rio de Janeiro", alegou. "É um desserviço que faz o próprio Exército ficar com uma mácula que agora vai ter de explicar".

Cezar Britto disse acreditar que a situação é igualmente "incômoda" para os que respondem pelo Exército. "O Exército não é e nem pode ser cúmplice de um crime e os crimes tem de ser punidos eu tenho certeza de que todos têm interesse em punir os envolvidos", defendeu. "Os militares que se envolveram neste episódio, que não se confunde com o Exército, têm de ser punidos, não podemos aceitar que quem deve guardar nossa segurança seja ele próprio o causador da nossa insegurança e é isso que nós estamos enfrentando no Rio e é por isso a punição tem de ser exemplar", insistiu.

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