Brise, solução modernista e contemporânea

Brise, solução modernista e contemporânea Por Marília Almeida São Paulo, 04 (AE) - Grandes janelas envidraçadas em residências ou apartamentos são sinônimo de ‘ar condicionado’ em alta intensidade. Um dos ícones do movimento modernista, os brises de soleil, também chamados de quebra sol, povoam desde prédios dos anos 1950 até edificações da arquitetura contemporânea.

Agência Estado |

Instalado na parte externa da construção, o sistema permite não só ambientes mais ventilados e com bons índices de luminosidade, mas com maior conforto térmico ao reduzir de 30% a quase 100% a incidência raios de sol.

De acordo com o arquiteto Carlos Verna, ao bloquear o sol antes que ele bata no edifício, os brises têm eficiência térmica, ao contrário das persianas internas. "Toldos aquecem e emitem calor e deixa o ambiente desconfortável. O brise geralmente é composto por materiais que possuem baixa emissão de calor, como o alumínio. Em um projeto com ventilação cruzada, o ar condicionado acaba sendo dispensável."

Quando a temperatura externa atingir 29º C, por exemplo, ao passar pelo vidro ela pode aumentar cerca de 3º C e atingir 32ºC. "Com o brise, a temperatura ambiente é semelhante à verificada embaixo de uma árvore nesse ambiente externo, dependendo da ventilação interna, quantas pessoas estão no ambiente", complementa Verna.

A prioridade é tapar o sol da tarde, de acordo com a arquiteta Gilda Collet, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. "O sol é mais forte e prejudicial nesse período, enquanto o da manhã é saudável, precisamos dele. A solução é útil na cidade, onde edifícios de concreto podem produzir 2º C a 4º C de calor."

Roberto Fialho, diretor do escritório Nave Arquitetos Associados lembra que a própria construção da casa já permite verificar se o morador terá de optar por soluções que proporcionam conforto térmico. Virada para o sul, a casa tende a ser fria e sombreada. "A sala envidraçada voltada para o oeste pega o sol da tarde mais forte."

Pelo seu custo, que pode variar de R$ 100 o m² a R$ 1,3 mil o m², os brises são ideais em fachadas maiores e em locais da casa atingidos por maior quantidade de luz durante o dia. O maior custo reside em ferragens e na instalação do produto, mas o material também pode desempenhar papel importante.

Em edifícios, brises de metal são mais indicados, pois resistem ao vento, enquanto em residências no litoral devem-se evitar aparelhos de ferro - que podem sofrer corrosão - e optar pela madeira. Brises de alumínio revestidos com madeira são uma opção mais leve que não abre mão da solução estética proporcionada pela madeira. Até mesmo a forma pode influir no desempenho. Os sistemas desenhados como asa de avião diminuem o efeito do vento.

Sobre brises móveis, Gilda Collet lembra que os mecânicos ou elétricos gastam energia e emperram facilmente, necessitando de manutenção constante.

DICAS:
Em projeto que prevê ventilação cruzada, o ar condicionado é dispensável

Priorize a proteção em ambientes mais suscetíveis ao sol da tarde, mais prejudicial

Evite salas envidraçadas viradas para o oeste, mais sensíveis ao sol da tarde

O custo benefício do brise vale para fachadas maiores e locais mais atingidos pela luz do sol

Em edifícios, brises de metal são mais indicados, pois resistem ao vento, enquanto em residências no litoral devem-se evitar aparelhos de ferro, que podem sofrer corrosão, e optar pela madeira

Brise de alumínio revestido com madeira é uma opção leve e barata

Sistema no formato de asa de avião diminui o efeito do vento

Mecânicos ou elétricos, gastam energia e emperram facilmente, necessitando de manutenção constante.

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