Brincadeiras ajudam no tratamento da obesidade infantil

Brincadeiras ajudam no tratamento da obesidade infantil Por Silvana Vertematti* Que brincar é fundamental para o desenvolvimento da criança todo mundo já sabe. O que ainda falta é conscientizar os pais para estimularem seus filhos a praticarem determinadas brincadeiras que foram esquecidas com o tempo e que, além de divertir, podem ser grandes aliadas no tratamento da obesidade infantil.

Agência Estado |

Brincadeiras como andar de bicicleta, dançar, jogar bola, pega-pega, esconde-esconde, entre tantas outras, fazem com que a criança obesa se movimente. De acordo com a ABESO (Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade e Síndrome Metabólica), essas atividades aeróbicas, se praticadas por 30 minutos, pelo menos três vezes por semana ou de preferência todos os dias, se possível, têm grande gasto energético e podem ser comparadas a exercícios físicos de alta intensidade.


É difícil fazer com que a criança obesa se interesse em praticar exercícios e atividades esportivas. Pensar em atividade física para crianças e/ou adolescentes obesos é pensar em criatividade. Brincar, correr, saltar, ir andando para a escola, pular corda, andar de bicicleta são formas de incentivá-los a ter um estilo de vida mais saudável.

O estilo de vida moderno colaborou para o aumento no número de casos da doença que, embora também possa ter característica genética, têm no sedentarismo e na alimentação inadequada suas principais causas.


A obesidade em crianças está relacionada com a urbanização das cidades. Antigamente elas gastavam energia brincando nas ruas ou nos quintais de suas casas e hoje têm na televisão, na internet e no vídeo game seus principais passatempos.


Os pais têm influência direta no comportamento dos filhos e precisam orientá-los e incentivá-los a adotar hábitos saudáveis. O tratamento contra a obesidade se baseia num conjunto de atitudes que inclui o controle consumo do chamado fast food, o aumento do consumo de fibras e a prática atividades esportivas ou de recreação. Mudando a qualidade de vida da criança, melhora sua autoestima, o metabolismo para a perda de peso, a coordenação motora, além da sociabilidade com outras crianças.


(*) Silvana Vertematti é cardiopediatria do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo - www.hospitaledmundovasconcelos.com.br.

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