BRASÍLIA ¿ A capital federal é sede do I Festival Cultural da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha neste sábado. Uma série de eventos culturais debate e comemora a data (25 de julho), criada em 1992.

Naquele ano, um encontro na República Dominicana instituiu o dia para defender e reforçar os direitos das mulheres negras. A organização ficou a cargo da Griô Produções, em parceria com o Fórum de Mulheres Negras e a Associação Coturno de Vênus.

Nove apresentações gratuitas estão programadas para este sábado na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, a partir das 15h, incluindo roda de capoeira e shows musicais.

15h - Roda de Capoeira
17h - Daniela Firme
17h30 - Vera Verônika
18h - Lívia Cruz
19h -  Nanan Matos
19h30 - Teresa Lopes
20h30 - Indiana Nomma
21h30 - Ellen Oléria
22h30 - Nega Gizza

Mulher negra e discriminação

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2008 indica que o rendimento mensal das mulheres negras corresponde a 40% aos homens brancos.  A variável usada pelo Instituto para medir a discriminação é a renda do trabalhador, padronizada pelo número de horas trabalhadas em todos os tipos de trabalho.

Não só no mercado de trabalho as mulheres negras têm menos oportunidades e os piores salários. Com relação ao nível educacional, as mulheres negras chefes de famílias , destaca-se a alta proporção de analfabetas, com 27,6% em 1998 contra 15% das brancas.

A avaliação prevê ainda que se o ritmo da desigualdade se mantiver, a igualdade entre brancos e negros só será concretizada dentro de cinco décadas.

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