Brasília, cidade aquática

Lago Paranoá une a cidade e é espaço referência de lazer e esporte na capital do País

Severino Motta, iG Brasília |

Quando se fala em Brasília, a política, o cerrado e o clima seco são, normalmente, as primeiras ideias que vêm à cabeça dos brasileiros. No entanto, o naufrágio do barco Imagination, no domingo passado (22), trouxe à tona outra faceta da cidade, que é unida por um lago em que ricos e pobres aproveitam a vida aquática da capital do país.

Em números, o Distrito Federal, com seus 2,5 milhões de habitantes, comporta a terceira frota de barcos de esporte e recreio do Brasil, perde apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a Delegacia Fluvial de Brasília, são cerca de 1,6 mil embarcações destinadas ao lazer da população local e de turistas que visitam a capital.

Dono de um veleiro com motor, Marcelo Quintierre é um dos brasilienses que descobriu no lago uma opção de lazer e fez amigos ao participar da vida do Paranoá. “No clube (onde o barco fica ancorado) conheço muita gente que, como eu, roda com a família, sai para pescar, faz passeios. É algo muito bom. É uma das coisas boas de Brasília”, disse.

Mesmo aqueles que não são proprietários, ou amigos de alguém que tenha um barco, também podem aproveitar o lago em passeios agendados, alugando embarcações, ou participando de uma série de atividades que hoje são desenvolvidas no meio d’água.

O barco Mar de Brasília, com capacidade para 79 pessoas, serve como centro de reunião para empresários, dá aulas de educação ambiental para crianças, e leva turistas para passeios em que, cada um deles, ao deixar a embarcação, se transforma num protetor honorário do Paranoá.

“Em nosso tour, mostramos monumentos de Brasília que ficam à beira do lago, contamos a história do Paranoá e a importância de se preservá-lo. Só deixa a embarcação quem faz o juramento para a proteção do lago”, brincou o proprietário, Darse Arimatéia.

Passeios como o do Mar de Brasília, acontecem principalmente aos fins de semana, e custam em média R$ 60. Além do tour, os operadores também oferecem happy hours, viagens noturnas e o aluguel de toda a embarcação para a promoção de eventos, reuniões e festas.

Um Catamarã (normalmente usado para esta finalidade) custa algo em torno de R$ 1,5 mil por quatro horas de locação. Já uma lancha para sete pessoas sai em torno de R$ 300 a hora de uso, ou aproximadamente R$ 900 para uma jornada de seis horas.

Fora os barcos, jet-skis e caiaques, o lago Paranoá também é usado para a pesca, natação e para a prática de esportes como o wakesurf, windsurfe e kitesurf. Não bastasse, a beira do lago tem espaços para a realização de shows musicais, festas, ou para um simples passeio a dois. Há locais com infraestrutura de bares e restaurantes, para se aproveitar o entardecer brasiliense sem sofrer com os males do clima seco.

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