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Brasileiro teve morte natural em Paris, diz laudo

Oscar Kodama, o brasileiro de 28 anos morto domingo, em Paris, onde faria a conexão para um vôo em direção a Tóquio, sofreu uma embolia pulmonar fatal, mas as circunstâncias de seu atendimento médico continuam obscuras. O diagnóstico da morte consta do laudo de autópsia, em poder do Ministério Público da capital francesa.

Agência Estado |

O resultado, de acordo com o procurador responsável pelo caso, afasta a suspeita de que o jovem de origem japonesa tivesse sofrido violência policial a caminho do Hospital Saint-Anne, onde faleceu. Ele não descarta, porém, que tenha havido negligência por parte do serviço médico do Aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, onde foi atendido.

O vice-procurador e secretário-geral do MP de Paris, Dominique Bouron, revelou o resultado do laudo no início da manhã, madrugada no Brasil. "Oscar Kodama sofreu morte natural, decorrente de uma embolia pulmonar. Seu corpo não apresentava qualquer traço de violência física. Logo não nos resta nenhuma suspeita sobre essa hipótese", ressaltou Bouron.

Conforme o relato da companhia aérea All Nippon Airways (ANA), o brasileiro passou mal no sábado à noite, quando a aeronave que rumava a Tóquio taxiava na pista. Kodama vomitava, e seu estado de saúde levou o comandante do vôo a retornar ao terminal para encaminhar o passageiro ao Centro Médico do aeroporto. O imigrante brasileiro - ele obtivera um emprego no Japão - passou então a noite em observação.

No domingo, voltou ao terminal. Antes do novo embarque, contudo, Kodama apresentou desvios de comportamento que o levaram a sentar-se no chão do saguão e deitar-se junto ao check-in. A atitude motivou funcionários da ANA a chamar mais uma vez a equipe médica, que os teria orientado a chamar a polícia. Em meio à transferência do aeroporto, situado em Roissy, a 20 quilômetros de Paris, para o Hospital Saint-Anne, o brasileiro não resistiu. O chefe de serviço do Centro Médico de Roissy-Charles de Gaulle, Philippe Bargain, foi procurado pela reportagem, mas não respondeu aos contatos.

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