O brasileiro Joel Lemos, de 38 anos, foi sentenciado na quarta-feira a 40 anos de prisão por um atentado à bomba em 2005, em Somerville, nos Estados Unidos. A vítima foi outro brasileiro, José Fernando, escapou com vida, mas ficou com seqüelas nos olhos.

Lemos também recebeu duas condenações (20 anos) de probation, na qual ficará sob observação do governo americano. A família vai recorrer.

Joel cumprirá os primeiros anos da sentença na Penitenciária de Concord, no Estado de Massachusetts. Ele respondeu por oito acusações - as principais são de explosão dolosa, lesão corporal e incêndio de propriedade.

Segundo sua irmã, Dinagel Lima, que acompanhou o julgamento, pesou o fato de terem encontrado nas coisas de Joel um exemplar do Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, e a acusação de que ele aprendeu a fabricar bombas na Marinha brasileira.

Brasileiros presos no exterior

O Itamaraty estima que aproximadamente 3 mil brasileiros estejam presos no exterior. Os casos mais emblemáticos são de dois homens que foram condenados à morte na Indonésia, por tráfico de drogas.

Marco Archer Cardoso Moreira, atualmente com 46 anos, foi preso em 2003, quando tentava entrar no país com 15 quilos de cocaína escondidos em seu equipamento de vôo livre. Ele foi condenado à morte em todas as instâncias e teve seu primeiro pedido de clemência negado.

O segundo pedido está em trâmite na Suprema Corte de Justiça da Indonésia. O brasileiro será executado, caso esse pedido também seja negado. Sua mãe, a funcionária pública aposentado Carolina Archer Pinto, de 68 anos, viaja todos os anos para a Indonésia para passar as festas de fim de ano com o filho.

Carolina sabe que é difícil a situação de Marco e acredita que ele só terá uma chance se abolirem a pena de morte no país. Carolina conta que seu filho admite o erro e se arrepende. Na prisão em que Marco Archer está preso, na ilha de Java, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 35 anos, enfrenta o mesmo drama. Em 2004, ele foi preso no Aeroporto de Jacarta com 6 quilos de cocaína no interior de suas pranchas de surfe. O governo brasileiro ainda não apresentou um pedido de clemência.

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