Brasileiras têm filhos cada vez mais tarde, aponta pesquisa

Em seis Estados e no DF, grupo de mães de 30 a 34 anos é maior que o verificado entre as mães com menos de 20 anos

iG São Paulo |

A taxa de fecundidade das brasileiras menores de 24 anos acelerou sua queda nos últimos anos. A constatação é do estudo Estatísticas do Registro Civil 2010 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) nesta quarta-feira.

Em 2000, 21,7% das crianças foram geradas por brasileiras com menos de 20 anos. Em 2005, o número baixou 1 ponto percentual para 20,7% e em 2010 chegou a 18,4%, 2,3 pontos percentuais a menos. A mesma tendência foi apresentada pelas mulheres entre 20 e 24 anos. Em 2000, esse grupo de mulheres foi responsável por 30,8% nos nascimentos. Cinco anos depois a taxa baixou para 30,4%. Em 2010, chegou a 27,5%.

A partir dessa idade, nos grupos analisados de 25 a 29, 30 a 34, 35 a 39 e 40 a 44 foi registrado aumento na proporção de nascimentos, como é possível ver na tabela abaixo.

Proporção de registros de nascimentos do ano, por lugar de residência da mãe, segundo os grupos de idade da mãe - Brasil - 2000/2010

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IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estatísticas do Registro Civil 2000/2010.

Segundo a pesquisa, em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal as proporções de nascimentos com mães de 25 a 29 anos já são maiores que as observadas entre 20 e 24 anos, além do volume de nascimentos do grupo de mães de 30 a 34 anos ser maior que o verificado entre as mães adolescentes. Esse último fator também é encontrado em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em oposição a este perfil estão os Estados do Pará, Acre, Tocantins e Maranhão, onde as proporções de nascidos de mães dos grupos etários de 20 a 24 anos e menores de 20 anos foram as mais elevadas no total.

Registros extemporâneos

Os nascimentos não registrados em cartórios no ano de sua ocorrência são incorporados às Estatísticas do Registro Civil nos anos posteriores, como registros extemporâneos. Neste categoria, o destaque são as reduções registradas em Estados que possuíam um índice bem fraco. No Maranhão e no Piauí, essas taxas caíram respectivamente, de 73,1%, em 2000, para 20,0%, em 2010, e de 71,6%, em 2000 para 13,4%, em 2010.

De acordo com o IBGE, houve redução dos percentuais em todas as unidades da federação na comparação feita com o ano de 2005 e, em 2010, os Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina foram os que tiveram as menores proporções observadas, respectivamente, 1,2%, 1,8% e 1,8%. Os maiores percentuais ocorreram no Amazonas (28,0%) e no Pará (26,5%).

As Estatísticas do Registro Civil são publicadas desde 1974 e são resultados resultado da coleta das informações prestadas pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis e os Tabelionatos de Notas do País.

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