LONDRES ¿ A artista brasileira de origem italiana Maria Bonomi expõe atualmente algumas de suas obras mais recentes na galeria 32 em Londres, dependente da Embaixada do Brasil na capital britânica.

Como explica na apresentação Marcelo Mattos Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Bonomi foi "testemunha e agente" da história cultural brasileira durante os últimos 50 anos.

Bonomi é autora de um dos maiores e mais destacados conjuntos de obras de arte destinados aos espaços públicos de São Paulo e figura também entre as mais assíduas participantes das bienais internacionais da cidade.

As obras expostas até 10 de junho em Londres incluem várias xilografias em cor em grande escala, que começaram a ser criadas nos anos 70, mediante a justaposição e deslocamento de matrizes em um processo que resulta em imagens de matizes delicadas e alto impacto visual.

Entre elas estão, por exemplo, "Tropicália", "Sex-Appeal" e "Safo", como conta Marcelo Mattos Araújo, que destaca igualmente suas últimas criações como "Tetraz", xilografia criada em 2006 e a litografia "La Nièce", de 2007.

A obra "Transformed", xilografia em cor sobre papel japonês de dois metros de altura, criada especialmente para a exposição londrina, é, como descreve o especialista, um exemplo da competência da artista em um tipo de criações que combinam a simplicidade formal com a monumentalidade da imagem.

Na exposição figuram também os chamados "Epigramas", esculturas de cobre, alumínio ou latão, que Bonomi começou a criar no início da década de 80 e nas quais segue trabalhando.

No ano passado, a Pinacoteca rendeu uma homenagem à artista com uma exposição intitulada "Maria Bonomi: Gravura Peregrina", uma retrospectiva de cinco décadas de dedicação às artes.

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