Brasileira atropelada em Dublin quer ajuda do governo

A brasileira que ficou paraplégica após ser atropelada no dia 22 de julho em Dublin, capital da Irlanda, quer a ajuda do governo do Brasil para conseguir um tratamento no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, referência no assunto. Aline Nogueira de Barros, de 26 anos, foi atropelada por um caminhão quando seguia de bicicleta para o trabalho.

Agência Estado |

Ela disse que recebeu a visita de dois funcionários da Embaixada do Brasil em Dublin e espera que, com isso, o governo brasileiro se sensibilize com o seu caso.

A brasileira terá de permanecer pelo menos mais dois meses no Mater Public Hospital até que tenha condições de viajar para o Brasil para continuar o tratamento. A recuperação, segundo os médicos, tem sido boa mas, as chances de ela voltar a andar são mínimas. De acordo com o último boletim médico, Aline tem apenas 1% de chance de voltar a andar. No entanto, ela se mantém otimista. "Eu ainda tenho 1% de chance e, como tenho fé em Deus, vou me agarrar a isso."

No dia 22 de julho, a caminho do trabalho, ela foi tocada por um caminhão, perdeu o equilíbrio e caiu da bicicleta. "Protegi minha cabeça e quis ficar no meio do caminhão para que as rodas não passassem por cima de mim", lembra. Mas o eixo traseiro do veículo a atingiu. O motorista fugiu sem prestar socorro. Porém, com a ajuda de testemunhas, a polícia localizou o caminhão. Agora, Aline processa a empresa.

Natural de Varginha, em Minas Gerais, a brasileira vive em Dublin há um ano. Ela estuda inglês - requisito para ganhar permissão de trabalho na capital irlandesa - e tinha três empregos antes do acidente. Trabalhava como entregadora de jornal no início da manhã e de panfletos à noite e como faxineira no período da tarde. Com o dinheiro, ajudava a mãe que tem vários problemas de saúde e depende da ajuda da filha para comprar remédios.

Antes de ser atropelada, Aline sonhava em voltar para o Brasil para concluir a faculdade de Direito, que teve de largar por falta de dinheiro. "O acidente estragou todos os meus planos", afirma. Agora, quer regressar para poder fazer seu tratamento perto da mãe.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG