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Brasileira assume relatoria da ONU para direito à moradia

O mundo conta com um 1 bilhão de favelados e esse número só tende a crescer se as políticas de moradia não forem reformadas, inclusive no Brasil. O alerta é da nova relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à moradia, a brasileira Raquel Rolnik.

Agência Estado |

"Estamos apenas urbanizando a pobreza", advertiu. Neste mês, a arquiteta assume o prestigioso posto da ONU e já começa a traçar sua estratégia de atuação.

"Meu objetivo será o de elevar o tema do direito à moradia na agenda internacional. As políticas públicas precisam garantir que esse direito seja respeitado e o tema, portanto, precisa ganhar espaço nos debates internacionais", afirmou a relatora. Com doutorado na Universidade de Nova Iorque, Raquel elaborou um plano de moradia para o governo de transição do Kosovo e é considerada como uma referência em termos de urbanismo e planos diretor. Hoje, chega à ONU como a mulher brasileira com o cargo mais alto no organismo internacional.

Segundo ela, já existe o plano de visitar cerca de dez países. Dois deles poderia ocorrer já em 2008, como no caso do Peru. Mas sua agenda incluirá também Marrocos, Filipinas e outros países que serão avaliados pela relatora. O modelo que gerou a crise imobiliária nos Estados Unidos nos últimos meses também será um foco de sua análise. Milhares de estrangeiros acabaram sofrendo com a crise e sendo impedidos de pagar suas hipotecas. "A situação internacional da moradia é verdadeiramente trágica", afirmou.

Seu papel não será fácil. A cada visita feita a um país terá de preparar um relatório para alertar à comunidade internacional sobre as violações cometidas por um determinado governo. As pressões não são pequenas para tentar influenciar no conteúdo do relatório final. Raquel, porém, adverte que a situação não pode continuar como está. "O modelo de urbanização hoje é de exclusão social. Há um fluxo importante de pessoas migrando para cidades, que não tem mais espaço", avaliou.

Raquel, mesmo como relatora internacional, não deixa de criticar a situação no Brasil. "Há hoje uma abundância de créditos para a construção de casas. Nunca tivemos tantos subsídios. Mas não temos uma política de solo urbano", disse. "Isso acaba gerando a expulsão dos mais pobres das cidades", afirmou.

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