Brasil vai ao Festival de Cinema de Veneza com veterano e novos talentos

ROMA ¿ O curta Do Visível ao Invisível, o veterano José Mojica Marins e o casal Julio Bressane e Rosa Dias são os principais representantes do Brasil no 65º Festival Internacional de Cinema de Veneza, que começa quarta-feira.

Redação com EFE |

Produzido por Renata de Almeida e Leon Cakoff, diretores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e dirigido pelo português Manoel de Oliveira, "Do Visível ao Invisível" vai ter a honra de abrir o festival no próximo dia 27.

O filme, que além de Cakoff traz o português Ricardo Trepa no elenco, foi desenvolvido a partir de uma idéia do jornalista e apresentador Serginho Groisman, e trata da invisibilidade no mundo atual.

Já José Mojica, a convite dos organizadores do evento, exibirá fora da mostra competitiva o longa "Encarnação do Demônio", que encerra a trilogia de Zé do Caixão, o mais popular personagem do terror brasileiro.

Na produção, o famoso coveiro dá continuidade à busca por uma mulher capaz de gerar seu filho perfeito, mote dos dois filmes anteriores sobre o obcecado cavador de sepulturas: "À Meia-noite Levarei sua Alma" (1964) e "Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver" (1967).

Outro longa brasileiro com exibição garantida em Veneza - dentro da seção "Horizonte", dedicada a novos talentos -, é "Erva de Rato", baseado em dois contos de Machado de Assis ("Um Esqueleto" e "A Causa Secreta") e dirigido pelo casal Julio Bressane e Rosa Dias.

Na mostra competitiva, a participação nacional se dá através da co-produção com China e Japão "Dangkou" ("Plastic City"), que aborda o universo das máfias chinesa e japonesa em São Paulo e foi rodada pelo chinês Yu Lik-wai, e pela co-produção com a Itália "Birdwatchers", dirigida por Marco Becchis, com índios guarani guarani-kaiowà nos papéis principais.

Os flashes iniciais do festival, um dos três maiores da Europa ¿ ao lado de Berlim e Cannes ¿, se voltarão para o cinema dos Estados Unidos, mais especificamente, para os irmãos Joel e Ethan Coen, que, depois do sucesso do premiadíssimo "Onde os Fracos Não Têm Vez", lançam a comédia de humor negro "Burn After Reading".

Até 6 de setembro, também passarão pelo Lido veneziano celebridades como George Clooney, Brad Pitt e Tilda Swinton, além do diretor iraniano Abbas Kiarostami, que, fora da competição, apresentará o filme "Shirin", pelo qual desfilam nada menos que 115 atrizes, todas elas de seu país, com exceção de uma francesa.

Outro grande destaque na programação do festival é o mexicano Guillermo Arriaga, até agora mais conhecido por ser o roteirista da trilogia que catapultou seu compatriota Alejandro González Iñarritu: "Amores Brutos" (2000), "21 gramas" (2003) e "Babel" (2006).

Em Veneza, Arriaga apresentará "The Burning Plain", seu primeiro trabalho como diretor, protagonizado por Charlize Theron, Kim Bassinger e Joaquim de Almeida.

O filme, em torno do qual há certa expectativa, é uma história sobre fronteiras, que, ao contrário de outras produções que abordam o tema da perspectiva da imigração e do narcotráfico, traz uma trama com quatro histórias de amor.

O cinema asiático é outra presença forte na mostra competitiva, na qual serão exibidos o novo longa do japonês Takeshi Kitano ("Akires to Kame"), vencedor do Leão de Ouro em 1997, com "Hana-bi - Fogos de Artifício", a animação "Gake No Ue No Ponyo" ("Ponyo on Cliff by the Sea") e "The Sky Crawlers", do também japonês Mamoru Oshii.

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