Brasil tem 34 mortes por gripe H1N1, RS lidera casos fatais

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil tem 34 mortes confirmadas pela gripe H1N1 no país, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira, e o Rio Grande do Sul voltou a ser o Estado com maior número de vítimas fatais da doença. Do total de mortes, 16 aconteceram no Rio Grande do Sul, 12 em São Paulo, cinco no Rio de Janeiro e uma no Paraná, segundo nota do ministério.

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Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, de 25 de abril a 18 de julho foram confirmados 1.566 casos da nova gripe no país. A pasta informou que não está mais fazendo a identificação individual de cada caso da doença.

Seis Estados são considerados prioritários --Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Nesta quinta-feira, o Rio Grande do Sul recebeu 15 mil tratamentos contra a gripe H1N1 enviados pelo Ministério da Saúde. Os medicamentos, suficientes para o atendimento de 1,5 mil pacientes, serão destinados somente para tratamento de pessoas consideradas no grupo de risco --crianças, idosos, grávidas, pacientes com doenças crônicas ou em tratamento de outras enfermidades.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, Estados mais afetados pela nova gripe, receberão 5 mil tratamentos cada até o final desta semana.

"Em nenhum momento faltou medicamentos e não faltará", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o programa "Bom Dia Ministro".

Segundo Temporão, há nove milhões de tratamentos estocados na Fundação Oswaldo Cruz prontos para serem distribuídos.

Para o ministro, o Brasil terá uma vacina contra a gripe H1N1 no ano que vem e o Instituto Butantan, em São Paulo, deverá ser um dos laboratórios a produzí-la.

"Estamos em contato com todos os laboratórios que estão trabalhando para ter uma vacina", afirmou o ministro. "O Brasil terá essa vacina para proteger a população no ano que vem".

Com o fim das férias escolares, os ministérios da Saúde e da Educação recomendaram que alunos com sintomas de gripe evitem retornar às aulas até que se recuperem. De acordo com as pastas, a possibilidade de adiamento do calendário escolar em alguns Estados ainda está em discussão com órgãos estaduais.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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