Brasil tem 32 casos suspeitos de gripe H1N1; 8 confirmados

SÃO PAULO (Reuters) - O número de casos suspeitos da nova gripe H1N1 no Brasil passou para 32 nesta terça-feira, com 8 pacientes confirmados, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde. Apesar da existência de casos de contaminação ocorridos no Brasil, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a disseminação do novo vírus da gripe no país ainda é limitada.

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"Neste momento, a circulação do vírus no Brasil é limitada e não sustentada", disse o ministro durante audiência pública no Senado.

Na segunda-feira, havia no país 22 pessoas suspeitas de ter contraído a doença, conhecida inicialmente como gripe suína.

Segundo o Ministério da Saúde, há ainda 29 casos em monitoramento e outros 8 confirmados. O país já descartou 168 casos, de um total de 237 análises já realizadas, informou o ministério.

Temporão explicou que nos únicos casos autóctones -- ou seja, transmitidos de pessoa para pessoa -- registrados no país, a doença foi contraída por dois pacientes muito próximos a um primeiro doente, que havia sido infectado no México, epicentro da epidemia. Esses casos ocorreram no Rio de Janeiro.

"Uma pessoa que veio do México entrou no país portando o vírus e transmitiu esse vírus para duas outras pessoas. Até o momento, a transmissão se deu apenas entre essas duas pessoas, onde há um forte vínculo epidemiológico", disse Temporão.

"Então isso caracteriza uma transmissão limitada e não sustentada", reiterou.

Segundo o ministro, "há uma certa percepção de que nesta etapa o vírus não seria tão agressivo como se pensava, embora ainda seja cedo para se pensar num horizonte mais longo".

"Estou falando de um retrato hoje. A gente não sabe o que vai acontecer nos próximos meses. De todo modo, esse é um dado importante", afirmou.

PANDEMIA IMINENTE

De acordo com o comunicado desta terça-feira da OMS, já foram confirmados 5.251 casos em 30 países, com 61 mortes. Os países mais afetados são México (2.059 casos e 56 mortes) e Estados Unidos (2.600 casos, 3 mortes), segundo a OMS.

A OMS mantém o nível de alerta de pandemias em 5, numa escala que vai até 6. Isso significa que uma pandemia é iminente, mas que a doença não apresenta transmissão interpessoal contínua fora da América do Norte.

Mas, segundo a OMS, o novo vírus H1N1 ainda pode passar por mutações que o tornem mais virulento e gerem uma pandemia de gripe.

Segundo a OMS, a pandemia de gripe de 1918, que matou dezenas de milhões de pessoas, começou branda e voltou muito mais letal seis meses depois. Já a de 1968 permaneceu branda na maioria dos países, mas não em todos.

De acordo com a entidade, o novo vírus parece causar contágio mais fácil do que a gripe comum, que mata de 250 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo -- uma letalidade de menos de 0,1 por cento.

(Com reportagem de Fábio Murakawa)

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