Brasil tem 22 suspeitas de nova gripe e 8 casos confirmados

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil tem 22 casos suspeitos da gripe H1N1, além dos 8 já confirmados, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira. São Paulo, com 10 casos, lidera o número de suspeitas da doença no país, seguido por Distrito Federal e Pernambuco (3 casos cada um), Rio de Janeiro (2 casos), Alagoas, Ceará, Paraná e Rondônia (1 caso cada um).

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De acordo com o ministério, amostras com secreções respiratórias desses pacientes estão sob análise laboratorial.

Além desses casos, outros 22 pacientes estão em monitoramento em sete Estados brasileiros. O país teve ainda 164 casos descartados para a doença, popularmente conhecida como gripe suína.

O Ministério da Saúde já confirmou 8 casos da nova gripe no país, 3 deles no Rio de Janeiro, 2 em São Paulo e 1 em Minas Gerais, 1 no Rio Grande do Sul e 1 em Santa Catarina.

Dois desses casos são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do país, ambos no Rio de Janeiro.

Mas, em nota, o ministério afirmou que "não há evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa para pessoa do vírus H1N1" no país.

Isso porque duas pessoas que contraíram a doença na capital fluminense eram próximas de uma primeira vítima, que pegou a gripe em viagem ao México, epicentro da epidemia.

Além do Brasil, seis países apresentaram a transmissão autóctone: México e Estados Unidos, que concentram o maior número de casos, Reino Unido (30 casos), Espanha (9), Alemanha e Itália (2 casos cada uma).

SEM PANDEMIA

O México informou nesta segunda-feira que o número de mortos pela nova gripe subiu de 48 para 56, após resultados de exames realizados em pessoas mortas recentemente. O país já registrou 2.059 casos da doença.

EUA, Canadá e Costa Rica já registraram mortes pela doença.

Nos Estados Unidos, o número de casos da nova gripe chegou a 2.600 nesta segunda-feira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta segunda-feira 4.694 casos da doença em 30 países. A cifra oficial da OMS tende a ser menos atualizada do que as notificações de governos nacionais, mas é considerada mais precisa.

A entidade disse na segunda-feira não ver sinais de que o vírus H1N1 esteja sendo transmitido de forma sustentada entre pessoas fora da América do Norte, onde a epidemia começou.

Por isso, a OMS manteve o nível de alerta na fase 5, em uma escala de 1 a 6 -- o que indica uma pandemia iminente, mas ainda não confirma esse quadro.

(Por Fabio Murakawa)

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