SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta sexta-feira a segunda morte pelo vírus H1N1. A vítima é uma menina de 11 anos do município paulista de Osasco, informou o Ministério da Saúde. A menina morreu no dia 30 de junho, seis horas após ser levada a um hospital particular e dois dias depois dos primeiros sintomas, segundo nota do ministério.

De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, "não houve relato, por parte dos familiares da vítima, de viagem ao exterior ou de contato com pacientes sintomáticos de gripe".

"Entre as suspeitas, foram descartados dengue, meningite, leptospirose e febre amarela", afirmou a nota da secretaria.

O pai, a mãe, o irmão da menina, de 7 anos, e uma criança próxima a ele também foram contaminados pelo vírus H1N1, informou a secretaria.

Todos os contatos da família e da criança também estão sendo monitorados.

O Ministério da Saúde informou que a forma de contaminação da doença pela família ainda está sob investigação.

A primeira morte pela nova gripe no Brasil ocorreu no Rio Grande do Sul, no mês passado. O paciente, de 29 anos, havia passado sete dias na Argentina.

"É importante ressaltar que a maioria absoluta das pessoas infectadas pela nova gripe manifesta sintomas leves, parecidos com os da gripe comum, e se recupera rapidamente", disse o ministério, acrescentando que a letalidade média da nova gripe no mundo é 0,45 por cento e no Brasil essa taxa é de 0,19 por cento.

1.027 CASOS

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde confirmou 52 novos casos da gripe no país. São agora 1.027 casos confirmados da nova doença, conhecida como gripe suína, no Brasil.

O Estado de São Paulo registra o maior número de pacientes infectados, com 457, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 129. Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a liberação de 2 milhões de reais para as ações de controle da Influenza A(H1N1) e assistência à população durante o inverno no RS.

"O Brasil vem mantendo uma capacidade diferenciada de enfrentamento da Influenza A (H1N1). Essa diferença se chama Sistema Único de Saúde", disse Temporão.

Segundo a pasta, até 8 de julho, 2.973 casos eram considerados suspeitos e outros 1.538 casos haviam sido descartados.¶

Dos casos registrados no país, 57,6 por cento foram de pacientes que se infectaram no exterior. O principal local de contágio é a Argentina, com 359 contaminações.

A partir da próxima semana, o Ministério divulgará apenas às quartas-feiras um boletim sobre os casos de gripe no país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera Argentina, Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Austrália e Reino Unido países com transmissão sustentada da doença.

Quase 95.000 pessoas contraíram o vírus H1N1 no mundo, com 429 mortes, a maioria delas no México, de acordo com a última atualização da OMS, em 6 de julho, disse o ministério.

(Por Hugo Bachega e Fabio Murakawa)

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