Brasil pressiona Suíça para apurar agressão a advogada

O Itamaraty pressiona o governo da Suíça e suas autoridades policiais para investigar de forma rígida e transparente a agressão sofrida pela advogada brasileira Paula Oliveira, em Zurich, no domingo. Em especial, para que concluam rapidamente se foi ou não uma violência xenófoba.

Agência Estado |

Hoje, o Itamaraty chamou o encarregado de negócios da embaixada da Suíça em Brasília, Claude Crottaz, para expressar a preocupação do governo brasileiro e para pedir rigor nas apurações.

Mas, mesmo destacando a "grande preocupação" do governo brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ditou uma linha cautelosa para o Itamaraty e, diante da imprensa, declarou várias vezes que não é possível prejulgar o episódio. "A Suíça não tem interesse em manter uma imagem negativa em relação a esse tema", afirmou Amorim, confiante na realização das investigações.

"Houve um plebiscito sobre um tema correlato, que foi derrotado pelo povo suíço, no último domingo", disse o ministro, referindo-se à consulta popular sobre uma proposta de veto ao ingresso de trabalhadores búlgaros e romenos na Suíça, que ocorreu no mesmo domingo em que a advogada foi agredida. Amorim afirmou que o caso é "chocante" e que sua gravidade pode ser aprofundada com a confirmação da "aparente" motivação racial.

"É preciso que (o caso) fique claro. Não podemos fazer nenhum prejulgamento, mas há uma aparência evidente de xenofobia. A moça não foi assaltada, aparentemente não houve estupro. Essas coisas denotam outra motivação, a xenofóbica, o que é preocupante", afirmou o chanceler. "É claro que é um caso chocante. O caso é grave em si, mas precisamos ver se há um fator que o tornaria ainda mais sério, que é a xenofobia. Aparentemente, sim. Mas precisamos que isso seja investigado", disse.

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