O chanceler Celso Amorim declarou nesta terça-feira que o tratamento dispensado aos brasileiros por autoridades da União Européia deixou de ser um assunto consular para o governo Luiz Inácio Lula da Silva e tornou-se um assunto político. Ao final de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Amorim também afirmou que o Brasil não se furtará de adotar o princípio da reciprocidade caso a Inglaterra exija visto para aprovar o ingresso de brasileiros no país. Ou seja, o Brasil passará a exigir visto nos passaportes dos britânicos.

Agência Brasil/Fabio Rodrigues
Amorim disse que pode haver reciprocidade em vistos
Segundo Amorim, o Brasil conviverá "por algum tempo" com imbróglios provocados pela emigração e insistiu que o governo não aceitará atitudes preconceituosas e nem arbitrariedades.

O chanceler, entretanto, esquivou-se de caracterizar como ato discriminatório o modo como brasileiros foram tratados na Espanha, no início do ano, e na França, na semana passada.

"Os países têm o direito de dar entrada a quem quiserem, desde que isso não seja feito de forma arbitrária nem discriminatória e que haja respeito aos direitos humanos", afirmou.

"Existe (discriminação na Europa) contra brasileiros, africanos e outros latino-americanos. Não acho que seja contra brasileiros, especificamente. Nós não queremos que haja (discriminação). Se houver, protestaremos", completou.

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